Vegetarianismo

XXIII

O Naturismo, a Paz e o Amor



Fala-se muito em Paz, como em Amor.

Contudo, e muito embora seja positivo falar-se sobre estes dois grandes temas, profundas aspirações do ser humano, onde está a Paz e onde está o Amor?

Será com a força das armas que vamos conseguir uma Paz real?

Não será, jamais.

Não é pela força brutal que a Paz se obtém. Esta tem de vir do interior de cada qual, temos de lhe dar alimento e este vem do cultivo de bons pensamentos a elevados sentimentos e emoções.

Numa troca de correspondência entre Einstein, vegetariano, com Freud, médico bem conhecido, sobre as causas das guerras e como evitá-las chegaram à conclusão que quanto maior for o nível cultural de cada ser humano, dos povos, mais possibilidades teremos para haver paz. Essa cultura é baseada na formação integral do ser humano que ama toda a criação, que sabe que matar os animais causa-lhes muito sofrimento, estes nossos irmãos mais novos têm já corpo de desejos, por isso sofrem, o mesmo não sucede com os vegetais que não têm ainda esse veículo, mas sim o vital cheio de energia solar e não só.

Uma filosofia de vida baseada no amor a toda a criação, como bem se expressou S. Francisco de Assis, um panzoísta, é a base para se criar uma civilização mais perfeita, mais alegre, mais segura, mais saudável, mas pacífica, mais fraterna.

Olhando para a História da Humanidade, para os seres que seguiram o regímen vegetariano, desde os profetas, a outros filósofos ocidentais como orientais, como aos ensinamentos de Cristo, dos Rosacruzes, concluímos que o regímen vegetariano tem sido base para se fomentar a paz e o amor.

Mas este regímen vegetariano tem de vir de dentro, tem de se basear no altruísmo, no amor a toda a criação. Se as suas bases são egoístas, pouco valor terá.

Quem fomentar a guerra, sendo ou passando por ser vegetariano, não o é realmente. Será uma besta ruminante.

Nunca será demais lembrar que o vegetarianismo é um modo de vida que deve estar em sintonia com as leis divinas.

 

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