Vegetarianismo

IX

A Escola de Pitágoras
e
As Comunidades Órficas



Muito se tem escrito sobre estas duas correntes, por vezes, com algum menosprezo, até chamando de seitas; quando sectários são fundamentalistas, fanáticos, podendo até serem a maioria, em determinado período da História.

Na realidade, ambas as Escolas tinham algo de secretismo e isso leva a muitas considerações, até a calúnias.

Aos pitagóricos que tinham como emblema, entre eles, o pentagrama, algo semelhante ao da Rosacruz, se devem estudos valiosos sobre a música, com estudos matemáticos e físicos sobre os sons, as notas, as vibrações, os intervalos musicais. Também a eles se devem estudos de enorme valor sobre a astronomia. Já Pitágoras defendia que a Terra girava em torno do Sol e não ao invés, como até Copérnico se acreditou. Este mesmo foca o saber pitagórico sobre esta área. Ora Pitágoras viveu no século VI a.C.

O que se sabe sobre ele, muito pouco. Não é de admirar. Sabe-se mais sobre a Escola dos Pitagóricos e sobre esta o que foi escrito, que valor terá?

Bem, defensores da doutrina dos renascimentos não seria do agrado de alguns filósofos, mais ou menos escolásticos, como dos ateístas.

É verdade que esta Escola devia ter continuado a sua missão na área filosófica e científica e jamais entrar na política o que veio a suceder. Com este desvio…eis que entraram fortemente nos senhores dos poderes terrenos e sofreram os efeitos.

No campo religioso, além de uma visão algo panzoísta sobre a vida, seguiam o regímen vegetariano, como avançaram no estudo da numerologia, numa óptica metafísica.

Quanto ao orfismo, doutrina filosófica panzoísta, tem muitos pontos de união com as dos Nazireus, desde o regímen vegetariano, evitar contacto com os mortos, seguir uma vida de pureza, usavam vestes brancas, como símbolo dessa aspiração.

Como meios para libertarmo-nos do ciclo dos renascimentos devemos cultivar as virtudes, levando uma vida com valores éticos, elevados.

Enfim, em praticamente todas estas Escolas além de seguirem o vegetarianismo como ideal, surgem a crença e o conhecimento da Lei do Renascimento e a necessidade de trabalhar em diversas áreas, desde as ciências às artes, como de orar e de servir com pureza e amor.

(Continua)

 

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