Capítulo V


A História do Vegetarianismo

em

Portugal


O Homem para ser um ente racional,
que o é de direito,
tem de entrar de novo no seu destino.
Então será melhor,
menos rancoroso,
mais cordial, mais humano.
Em vez de ser o homem lobo,
será o homem cordeiro.


Amílcar de Sousa
Médico Especialista em Doenças de Nutrição
(1876-1940)

In Revista O Vegetariano, Volume I de 1909-1911.

 

Ensaio Histórico

Será que o acaso existe? Não acreditamos.

Apesar disso, não devemos entrar em devaneios, em quimeras.

No meio do trabalho, coube a este assunto o Capítulo V, número cinco, o número que está intimamente ligado a Portugal e à Rosacruz, como explicámos, claramente, em nosso trabalho A Rosacruz e Portugal.

Nessa obra, analisámos a existência dos essénios, dos nazireus e dos nazarenos, em Portugal, ainda antes da formação deste país, os quais seguiam o regímen vegetariano.

Ao longo da história temos ainda alguns membros destas Comunidades de terapeutas como dos cabalistas judaicos e cristãos alguns dos quais também eram e são vegetarianos.

Entretanto, veio para ficar a demoníaca inquisição, de tal modo que ainda hoje é uma das causas do nosso atraso, porque continua a triste mentalidade: quem não pensa como eu, é meu inimigo.

Apesar desta teia diabólica, das forças das trevas, os seguidores da Luz voltaram a Portugal.

Por outro lado, visitaram Portugal, e aqui permaneceram alguns tempos, figuras históricas, como Paracelso, que esteve, em 1518, em Lisboa, deixando as suas ideias da Cosmobiomedicina, da qual trataremos no último Capítulo; como Lorde Byron, outro ilustre vegetariano, entre outros, vivendo, em Sintra, em 1809. Todos deixaram algumas sementes, discípulos.

Nos primeiros anos do século XIX, entram em Portugal os ideais dos Adventistas do Sétimo Dia, os quais, na sua maioria, são vegetarianos. Entre 1904 e 1906, são consolidados.

Porém, quando surge a primeira revista vegetariana, em Portugal, com o nome O Vegetariano, na capital do Norte, Porto, em 1909, sendo propriedade dos vegetarianos, Marcos Pinheiro da Fonseca, Eduardo de Lima Lobo, Jerónimo Caetano Ribeiro e Manuel Teixeira Leal, este seu proprietário, director e editor, como será evidente já havia o número suficiente de idealistas e pioneiros deste movimento antes de 1909, ano em que surge o primeiro número.

No número 6 de 1911, sendo já propriedade da Sociedade Vegetariana de Portugal, com sede no Porto, e tendo, como Director, o Dr. Amílcar de Sousa, surge uma fotografia de uma bela e distinta jovem de nome Mina Wiborg, ainda com 16 anos, dado que faria 17, em 6 de Novembro desse ano, a qual sempre seguiu a alimentação frugívora, filha de um senhor norueguês, B Wiborg e de uma senhora portuguesa, B. Salazar d’Eça Jordão.

Por outras palavras, esta jovem que dominava sete idiomas, nascida, em 1894, demonstra que, em Portugal, já no século XIX, havia famílias que seguiam este regímen.

Estamos num período em que o vegetarianismo avança no país das cinco quinas, tendo como impulsionadores diversas figuras e, entre elas, médicos, como o caso já citado, Dr. Amílcar de Sousa, licenciado pela Faculdade de Medicina de Coimbra e ainda Dr. Jaime Magalhães Lima que lançava as suas ideias sobre este regímen como uma filosofia de vida humanista e libertadora.

Vemos ainda os jornais, como Século, a República, entre outros, publicarem artigos sobre esta área.

No caso da República, tendo como director, em 1911, Dr. António José d’Almeida, ao tempo, Ministro do Interior, do qual tinha sido o fundador, também ele formado em Medicina, que a exerceu com dedicação e espírito aberto, vegetariano, investigador em S. Tomé e Príncipe das doenças tropicais. Como se sabe, seria Presidente da República, desde 1919 até 1923.

No seu jornal de 9 de Julho de 1911 faz um grande elogio não só a Mina Wiborg como ao vegetarianismo.

Numa reunião, no Porto, em Novembro de 1910, é criada uma Comissão Vegetariana, composta por Dr. Amílcar de Sousa, Eduardo de Lima Lobo, Jerónimo Caetano Ribeiro, Manuel d’Oliveira Borges e Manuel Teixeira Leal com o objectivo da criação da Sociedade Vegetariana a qual viria a ter o nome, como já afirmámos, de Sociedade Vegetariana de Portugal, com sede no Porto, legalizada no ano seguinte.

O seu lema era: V.T.M.: ou seja Vegetarianismo, Temperança e Moralidade.

Na alínea d) dos seus fins, constava: Crear cursos de instrucção popular e educação cívica, diurnos e nocturnos, onde por meio de prelecções se espalhem e vulgarisem os princípios da alimentação vegetal, supprimindo o morticínio anti-logico e desnecessário d’animaes, favorecendo e enaltecendo a abnegação por amor da humanidade, da pátria, da família, do próximo, e caridade para com os animaes, combatendo o alcoolismo, o tabaco, os vícios e os erros em geral, espelhando temperança nos hábitos e a morigeração dos costumes.

Está actual.

Entretanto, em Lisboa, também os vegetarianos vão tomando consciência que é necessário trabalhar em grupo, constituir a sua Associação o que viria a suceder, em 13 de Outubro de 1912, com a denominação de Sociedade Naturista Portuguesa, e, entre os seus membros fundadores, Dr. Roberto Neves, este, mais tarde, teve de se exilar no Brasil onde fundou uma Editora para derramar a luz do vegetarianismo e Luciano Silva; na década de 30, esta Associação mudou o nome para Sociedade Portuguesa de Naturalogia, que continua em nossos dias para bem de Portugal e da Humanidade.

Estes dados constam no Projecto de Alteração aos Estatutos desta Sociedade, apresentado em 22 de Novembro de 1975, após o 25 de Abril de 1974, dado que, durante o período das trevas, o vegetarianismo seria perseguido como o Esperanto e a Rosacruz.

A Comissão da Revisão era composta por: António Armando Tavares Louro, Ernesto Augusto da Rocha e Augusto Manuel da Costa Pereira Zacarias.

Durante as primeiras décadas, em Portugal, assistiu-se a uma forte dinamização destes ideais, não só com a criação de indústrias alimentares desde Vinho sem álcool, aliás a revista incentivava os viticultores a possuírem uma mente aberta ao comboio evolutivo, fabricando o vinho sem álcool, como outros produtos desde o pão integral a biscoitos dietéticos.

Os ideais espalharam-se nas Termas, na criação de Clínicas, Restaurantes, Pensões, Hotéis, vários médicos aderiram ao movimento, Dr. António da Novoa, médico em Canelas, Régua; Dr. Jaime de Magalhães Lima, Aveiro; Dr. Ardisson Ferreira e Castel-Branco, Lisboa; Dr. J. Vasconcelos, no Porto; Dr. Abílio Barreiro, Seixoso; Dr. Roiz Sequeira, Caneças; Dr. Guedes Cardoso Mota, médico municipal de Santarém, entre outros. Os sócios aumentavam, em finais de 1912, havia 2 288 de diversas profissões.

Nem sempre é fácil conseguir a verdade em todos os aspectos; obra perfeita não há nenhum ser humano capaz de a fazer. Por isso, e muito embora tenhamos sempre a grande preocupação em transmitir só a verdade dos factos, há limitações por falta de testemunhos orais, por deficiência e contradição entre estes; por falta de documentos que mereçam autenticidade.

Por outro lado, cada qual gosta de puxar a brasa à sua sardinha; se falta lá o seu nome, logo a informação não está totalmente correcta, enfim, pedimos desculpas por qualquer omissão, mas temos consciência que estamos procurando fazer o melhor possível.

Na Revista O Vegetariano, dos finais de 1912, consta que reuniram na Associação dos Empregados de Escritório de Lisboa, os naturistas da capital, para a criação de uma Associação Vegetariana, que tinha o nome de Núcleo Naturista de Lisboa.

Como já existia uma, acima referida, esta seria dos amigos seguidores do regímen frugívoro? Entre outros, estiveram presentes António de Carvalho Brandão Júnior, 1º tenente da Marinha, Teotóneo Carlos Martins, João de Matos Cardoso, Virgílio Ramos que era frugívoro e foi o secretário da comissão, depois o seu nome tem a menção de frugívoro integral.

No relatório do Exercício de 1912 a 1913 da Sociedade Vegetariana de Portugal, está mencionado que foi fundado o Núcleo Naturista de Lisboa devido aos esforços do nosso mestre B. Wiborg e de Virgílio Ramos.

Sendo assim, concluímos que, naqueles tempos, existiram duas Associações Naturistas, em Lisboa.

Uma, dos que seguiam o regímen frugívoro integral; e outra dos que seguiam o regímen vegetariano lacto-ovo-vegetariano.

Juntamos um anúncio com valor histórico, inserido na revista pioneira em Portugal de que temos vindo a focar.

Anúncio da Estância do Seixoso

Como tudo tem o seu tempo e este voa... eis que, na década de 20, o capitão do Exército, Francisco de Medeiros, dá inicio à divulgação dos ensinamentos da Escola Rosacruz de acordo com os ideais da Fraternidade Rosacruz de Max Heindel.

A revista Rosacruz é criada, em 21 de Março de 1926, sendo seu director Florindo Costa.

A partir de 1945, passa a sede do Centro para a residência do nosso querido Amigo e Mestre, Francisco Marques Rodrigues, que, num só ano, consegue que os assinantes da revista passem de duzentos para mil.

Ao longo dos tempos nesta revista têm sido publicados artigos sobre o vegetarianismo, até porque a maioria dos seus membros seguem esta filosofia de vida.

No número 201, de Setembro e Outubro de 1958, está um artigo de autoria de Francisco Marques Rodrigues, em que defende este regímen, afirmando:

O alimento cadavérico desperta em nós os instintos animalescos, não nos deixando subir, como é nosso desejo, a condições mais pacíficas e elevadas.

Como este país ainda não se libertou das garras dos inquisidores, dos dogmáticos e dos escolásticos, em 17 de Junho de 1966, o Centro Rosacruciano é invadido pela PIDE, que rouba diversos documentos, livros, etc.; mais tarde, alguns viriam a ser comprados em alfarrabistas!

Tratou-se do único país do Mundo Ocidental onde esta Associação foi proibida, quando, em outros, era uma Associação apoiada, considerada como Pessoa de Utilidade Pública, e seus membros ocuparam lugares de responsabilidade na área da educação e não só.

Só depois de 25 de Abril de 1974 regressa a revista Rosacruz e, em 18 de Julho de 1975 é criada a Fraternidade Rosacruz de Portugal, graças à profunda sabedoria, ao elevado altruísmo, ao serviço dinâmico de F.M.R..

Durante esse período de silêncio forçado, em Leiria, reuniam nos finais da década de 60, alguns membros desta Escola, todos vegetarianos, entre os quais o autor.

Também, o Movimento Esperantista entra em Portugal. Tudo bem no início, entre alguns dos seus membros, estão vegetarianos, até que acabam por ser perseguidos e, em 1948, é proibido como consta num ofício que juntamos.

Eis a sua cópia que foi difundida para todos os Governos Civis e destes para todas as Câmaras Municipais.

Cópia para os Governos Civis

Portugal em vez de seguir os puros ideais do cristianismo, em vez de progredir e libertar-se rumo à sua cultura universalista, plena de humanismo que levou a dar novos mundos ao mundo, ficou fechado e tristemente só no mundo ocidental.

Convém lembrar que o esperanto também foi perseguido na então URSS do ditador Estaline, responsável máximo pela morte de milhões de russos, de um modo geral, os mais evoluídos, como do outro tirano monstruoso, A. Hitler!

No período da primavera marcelista, este Movimento é autorizado, e, em 1972, é criada a Associação Portuguesa de Esperantista.

Na Sociedade Portuguesa de Naturalogia dava as lições o nosso amigo Manuel S. Teixeira. Entretanto, nasce para o santo etéreo monte; actualmente é o nosso amigo Miguel Boieiro quem tem a responsabilidade de dar o curso de esperanto na S.P.N..

Em 19 de Abril de 1968, é criada a Associação Vegetariana Portuguesa, em Lisboa.

Em Abril de 1969, é fundado, no Porto, um Centro Vegetariano.

Sobre estas associações e outros movimentos focaremos no subcapítulo seguinte.

Também, no Capítulo VI, encontramos algo sobre a história do vegetarianismo em Portugal e em outros países por meio dos órgãos de comunicação social ou ligados às associações ou que difundiam notícias e não só sobre o vegetarianismo.

Em alguns tivemos a oportunidade de colaborar; noutros continuamos colaborando.

Neste capítulo, antecipamos já alguns dos títulos dos órgãos de comunicação social dedicados ao vegetarianismo em Portugal.

Entre eles, lembremos a Natura, que tinha como director e proprietário o médico naturista Indíveri Colluci, que ajudou a curar milhares e milhares de pessoas, muitas delas já desesperadas.

Actualmente, existe, em Paço de Arcos, uma rua com o seu nome e uma Associação, factos bem merecidos, face ao trabalho que desenvolveu.

Nascido em 8 de Dezembro de 1879, viria a ser um exemplo de tenacidade, de sabedoria, de iniciativa, basta lembrar ainda o seu Instituto em Paço de Arcos, vindo a nascer para os mundos menos densos com a idade de 109 anos, ou seja, em 1988.

Eis um nobre exemplo do valor do vegetarianismo como da medicina natural. Este nome foi escolhido para outra Revista que semeou as flores para um mundo melhor por meio da filosofia vegetariana. Teve como director e proprietário Isidoro Duarte Santos; editor, M.R. Duarte Santos e onde colaboraram António Cardoso, e, entre outros, os médicos Alfredo Vasques Homem e o nosso amigo Adriano de Oliveira.

Do primeiro que tivemos o prazer de conhecer e de aprender algo sobre as métodos naturistas, além de algumas obras de sua autoria, temos em nossos arquivos dois discos, em vinil, com os títulos Bom Sono por disco e Relax por disco.

Lembremos ainda o médico naturista Lyon de Castro que fundou o Instituto de Higiene Natural que teve como director o médico Dr. João Bentes Castel-Branco.

Foi um dos médicos, com mente aberta e livre, altruísta, a quem Portugal muito deve.

Natural de Lagoa, onde nasceu em 21 de Setembro de 1850, licenciou-se em filosofia e em medicina. Depois de exercer a arte e a ciência médica, em diversas localidades, foi director das termas de Caldas de Monchique, desde 1895 até 1920.

Após ter estado em diversos centros naturistas, na Europa, de ter estudado diversos métodos de cura, entre eles, os do abade Kneipp, dedicou-se ao vegetarianismo para bem dos que sofrem e da humanidade, colaborando nas revistas A Saúde e o Vegetariano.

Viria a falecer, em 15 de Julho de 1940, com 90 anos.

Também o médico Dr. R. Oliveira Feijão, licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, foi outro que se dedicou a esta área, embora sem o fervor dos já mencionados, era um defensor da alimentação racional, algo transição para o vegetarianismo, sendo, contudo, um adepto deste regímen. Temos de reconhecer que urge saber fazer a transição do regímen omnívoro para o vegetariano.

Entre os jornalistas que mais difundiram estes ideais, permitam-me mencionar Afonso Cautela, fundador também do Movimento Ecológico Português ao qual estive ligado, como dinamizador do núcleo do Crato, onde vivíamos, em 1975.

Destacamos ainda o trabalho da Sociedade Portuguesa de Naturalogia, com sede em Lisboa, e o seu boletim Vida Sã.

Em 2012, fará 100 anos esta associação que está intimamente ligada à História do Vegetarianismo em Portugal, e por onde têm passado largas dezenas de vegetarianos fazendo parte dos corpos sociais, dedicando-se de coração e alma aos nobres ideais do vegetarianismo.

Estamos na primeira década do século XXI, em que cada vez há mais vegetarianos, aumenta o número de restaurantes, algumas escolas de diversos graus de ensino têm já ementas vegetarianas, e, muito embora as subtis perseguições que continuamos sofrendo, a verdade mais cedo ou mais tarde vai triunfar.

Surge o Centro Vegetariano, Associação Ambiental para a Promoção do Vegetarianismo, com sede em Oliveira do Hospital, com uma nova dinâmica, outros irão aparecer, como a seu tempo e já brevemente, em Portugal, haverá Faculdades de Medicina Naturista, oficiais, como em outros países, em que os doentes poderão escolher os tratamentos nos Hospitais, todos conscientes que uma não substitui a outra.

Que fique bem claro.

Só que, ambas devem trabalhar para o bem mais precioso: a saúde.

 

Associações Vegetarianas em Portugal

Neste campo apenas vamos inserir as associações ligadas ao vegetarianismo; embora existam outras que louvamos, mais ligadas à defesa dos animais que devem ser apoiadas e que nos merecem toda a nossa gratidão.

Assim, temos a já nossa conhecida Sociedade Vegetariana de Portugal, fundada em 1911, com sede no Porto.

Teve um trabalho de pioneira em Portugal, deixando um património cultural e espiritual de grande valor, digna de louvor, trabalho grandioso para bem da Humanidade, que ainda não foi devidamente reconhecido.

Mais tarde, em Lisboa, é fundada a Sociedade Naturista Portuguesa, em 13 de Outubro de 1912.

Em 14 de Junho de 1939 passa a denominar-se Sociedade Portuguesa de Naturalogia, Estatutos, então, aprovados e que só seriam reconhecidos por alvará do Governo Civil de Lisboa, em 27 de Fevereiro de 1940. Em 1984, foram alterados, adaptados ao contexto socioeconómico e político do Portugal Democrático e até hoje continua divulgando e defendendo os superiores ideais do vegetarianismo, com sede na Rua do Alecrim, nº 38-3º, 1200-018-Lisboa.

Esta Associação é membro da União Vegetariana Europeia, EVU e da União Vegetariana Internacional, IVU.

Cartão de sócio da Sociedade Portuguesa de Naturalogia

Este é o nosso cartão de sócio que data de 21 de Abril de 1971.

Há anos fomos convidado para assumir o cargo de vice-presidente da Direcção da SPN, mas, por motivos diversos, não pudemos aceitar.

Juntamos um pormenor que revela a mentalidade, o ambiente sociocultural e político de Portugal sob a ditadura.

Trata-se do parágrafo único do artigo 2º dos Estatutos de 1939 que foi determinado por ordem da Direcção-Geral de Saúde e do Governo Civil de Lisboa!


Não podem os médicos diplomados por Escolas de Medicina em Portugal fazer parte desta Sociedade, a não ser que declarem prescindir dos direitos que o diploma lhes concede, ou seja, do exercício profissional de medicina.


Este país continuava a dar passos à retaguarda; não só nesta área como em muitas outras.

Antes, os médicos portugueses podiam fazer parte e até alguns estiveram na fundação de Associações Vegetarianas em Portugal; em outros países, incluindo em Espanha, mas especialmente, na Inglaterra, na Alemanha, e em outros países, eram dignificadas e havia até Faculdades donde saíam médicos devidamente credenciados na medicina naturista; em Portugal, voltou-se à Idade Média.

Em 19 de Abril de 1968, é criada a Associação Vegetariana Portuguesa, com sede também em Lisboa (alvará de 13 de Maio de 1968 do Governo Civil de Lisboa).

Cartão de sócio da Associação Vegetariana Portuguesa
O nosso cartão de sócio

Juntamos um exemplar das quotas desta Associação que viria a ser dissolvida na década de 80.

Quotas da Associação Vegetariana Portuguesa

Eis as primeiras quotas que pagámos, de 5$00 em Maio e Junho, a partir daí, passaram para 10$00.

Esta Associação voltou a ressurgir, em 2004, mais precisamente, em finais de 2006.

Também, em 1964, houve uma tentativa para a criação de um centro Vegetariano no Porto. Contudo, só, em Abril de 1969, foi possível criar uma Comissão, visando a sua real actividade.

Apenas sabemos que teve algumas acções designadamente palestras sobre temas actuais desde como fabricar pão biológico até ao Esperanto.

Finalmente, surgiu um projecto ambicioso e com uma dinâmica positiva, denominada Centro Vegetariano, Associação Ambiental para a Promoção do Vegetarianismo, com sede em Oliveira do Hospital, que desde o princípio do século XXI está dando seus frutos, sabendo usar as novas tecnologias.

 

Do Livro

Vegetarianismo, a Solução para uma Vida e um Mundo Melhor