Nutricionismo

A PÍra, e o seu valor

 

Os frutos s„o um dos meios mais valiosos

na prevenÁ„o e na cura.

 

Estamos numa área cada vez mais conhecida pela Região da Pêra Rocha.

Esta variedade entre o famoso pomo, a pêra, terá origem na zona da Baviera Lusitana, da bela e encantadora área de Sintra.

Não admira pois que ela tenha uma beleza e um gosto muito singulares.

Vendo a Tabela da Composição dos Alimentos Portugueses, edição do Instituto Superior de Higiene Dr. Ricardo Jorge, do ano 1961, já então consta a análise da Pêra Rocha, entre outras, como a Carapinheira, a Pérola.

É interessante que entre as diversas variedades a que tem mais parte edível, entende-se por esta o peso do produto que usamos como alimento, em que já retirámos os que não são utilizáveis, pois esta variedade é a que tem mais percentagem; 78% para 73% da pérola e da de água. Poder-se-á dizer que a diferença é pequena, mas isto é em 100 gramas, se for multiplicado, pois a diferença é maior. Logo começa por ser um produto com maior valor económico. Tem ainda uma boa percentagem de Vitaminas B1, B2 e até Vitamina C numa muito reduzida quantidade, só que nas restantes só há vestígios.

Analisemos, contudo, o valor socioeconómico deste produto como o valor dietético, e ainda como preventivo e auxiliar em determinadas enfermidades e ainda no campo da cosmética.

Nos estudos realizados por biólogos franceses e americanos concluíram que a Pêra é um produto com grande valor fisiobiológico, fisioterapêutico e fisioestético.

Possui algumas vitaminas, como minerais, entre eles cálcio, fósforo, magnésio, sódio, potássio, ferro, cobre, enxofre, iodo, como tanino e Pectinas que actuam para lubrificar o nosso organismo. Quanto ao seu açúcar é a levulose, como em outros frutos, que é de fácil assimilação.

As investigações concluíram que a pêra é diurética, beneficia a desintoxicação do organismo, especialmente, os rins; ajuda a funcionar o peristaltismo intestinal, ajuda a normalizar a tensão; revitaliza as diversas células, como auxilia o funcionamento da área electromagnética do corpo humano na sua ligação com o corpo vital.

Por isso, ela é aconselhável para o reumatismo, prisão de ventre, obesidade, mas nada de excessos, anemia, má circulação, depressão, nervosismo, etc.

Quanto ao valor na cosmética dadas as suas propriedades refrescantes, hidratantes e aveludadoras é útil para as peles secas e normais, seja uso externo, seja comendo.

Por outro lado, face a tudo isto e não só, este produto tem um valor acrescido na vida socioeconómica da região e do país.

Quantos postos de trabalho não produz? Quantas exportações?

E podemos melhorar muito mais se houver emparcelamento, sábia renovação rumo à agricultura biológica, o que só beneficia a todo o mundo, desde o meio ambiente até à poupança em diversas áreas.

Dado o seu valor e de outros frutos, quando é que se criam indústrias alimentares, altamente benéficas para várias áreas, incluindo para a saúde, indústrias que exigem uma maior ligação entre o Ministério da Agricultura e da Saúde.

Em 1969, comprámos em Espanha sumos da Casa Santiverí, Barcelona, conhecida mundialmente, fundada em 1885, no caso eram de maça reineta, e constava no rótulo além do seu valor medicinal!!! Que estava inscrita na D.G. Sanidad. Ou seja na Direcção-Geral de Saúde!!!

Estamos na Hora de profundas mudanças alimentares, as frutas vão ter uma função cada vez mais importante, saibamos apoiar este sector para bem de todos nós.

E isso exige uma aposta na qualidade do produto, esse deve ser o rumo de uma nova PAC, numa nova política agrícola comum na União Europeia e em todo mundo.

 

 

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