William Shakespeare

(1564-1616)


As obras de Skakespeare revelam

que ele era um profundo conhecedor

da complexidade do ser humano

como da própria Natureza de que ele faz parte,

numa ligação cósmica transcendental.

D. D. C.



Os tempos em que houve alguma confusão, como preconceitos, mentes dominadas por ideais escolásticos sobre a paternidade das obras de Shakespeare, uma pessoa com poucos estudos académicos como poderia ter feito uma obra com um nível tão elevado, universal, teria de ser F. Bacon ou de outro, ou pior ainda, já terminaram...

Que fique bem claro, é tempo de acabar a confusão entre sabedoria e conhecimento como é tempo de vencermos o orgulho e o preconceito que o saber vem dos canudos.

A instrução é muito mais importante, mas é muito mais a experiência por vezes acumulada em diversas vidas.

Max Heindel na sua magistral obra O Conceito Rosacruz do Cosmo, sobre esta questão afirma, com a sua autoridade: A grande controvérsia sobre as obras de Shakespeare (que fez sujar muitas penas de ganso e gastar muita tinta que seria muito melhor empregada em outros propósitos) nunca teria surgido se fosse conhecido que a semelhança entre Shakespeare e Bacon se deve que ambos receberam influência de um alto Iniciado, o mesmo que influi J. Boehme...)

Em nossa opinião, este facto aliado à sua capacidade interna conduziu a que ele escrevesse as suas obras como algo que brotava num caudal de água cristalina da sua mente e do seu coração para o papel, sem praticamente haver rasuras, assim testemunharam algumas pessoas que viram como trabalhava, quando tiveram acesso aos seus originais.

Embora tenha nascido sob o signo de Taurus, porém, tinha Júpiter em Leo, em Trino com Urano em Sagitário e formando um sextil com Neptuno em Gémeos, além de outros aspectos em que era um canal da Luz e da Sabedoria.

É interessante verificar que Shakespeare na sua obra Romeu e Julieta fala sobre o amor dizendo que o amor... é fogo que arde... Esta obra foi editada em 1595, 15 anos depois da morte de Luís de Camões que narra num dos seus maravilhosos sonetos que o Amor é fogo que arde e não se vê.

Estamos perante pontos de vista iguais, ou não fossem ambos da Escola Rosacruz. É ainda nesta obra que ele diz sobre a rosa na boca da Julieta: que jamais deixaria de ser formosa e de irradiar os seus perfumes mesmo que tivesse outro nome, do mesmo modo o meu querido Romeu mesmo que tivesse outro nome conservaria as suas belas qualidades anímicas.

Em Hamlet, obra de profunda análise sobre o ser humano, sobre o cosmo, e não só, entram personagens como Francisco, Bernardo e outras, entre elas personagens bíblicas. Aliás Shakespeare conhecia profundamente este texto e usa-o com alguma frequência, como obra esotérica que é, cheia de símbolos, de mitos e de alegorias.

 

Estatueta sobre Hamlet junto à Estátua de Shakespeare, na sua terra natal
Estatueta sobre Hamlet junto à Estátua
em honra de Shakespeare, na sua terra natal,
Stratford-Upon-Avon, Inglaterra.

Foto de D.D.C. 1994

 

Estátua de Shakespeare na sua terra natal
Eis a estátua em sua honra.
Foto de D.D.C. 1994

No Mercador de Veneza este génio rosacruciano fala sobre a harmonia cósmica, dos seres imortais, de astros de ouro, no Cântico dos Anjos unindo a sua canção ao coro dos Querubins. Mais à frente chama a atenção para os sons da natureza, para os animais que, logo que ouvem os sons da arte de Apolo, param, ficam serenos e mansos, cheios da harmonia desta linguagem universal.

Este facto foi comprovado cientificamente, designadamente com a música de Mozart e de outros compositores.

É interessante que uma das personagens desta comédia se chama Tubal, personagem bíblica, um dos filhos da Luz, ligado às remotas origens do movimento rosacruciano.

Na tragédia, O Lear, este acaba por pedir ao Boticário água de rosas para purificar a sua imaginação. Com efeito a rosa é símbolo do puro amor, da virtude que purifica e liberta. É ainda Lear que aconselha a usar os bens com altruísmo, a sofrer como sofrem os deserdados.

É ainda este rei da Grã-Bretanha que lembra uma grande verdade: Do Nada só pode vir nada. Com esta sábia afirmação, eis a teoria teológica sem fundamento.

Também é o mesmo rei que fala sobre a influência dos astros, mas o bastardo do conde Gloucester, de nome Edmundo diz que não culpemos os astros dos nossos males. Com efeito a causa dos problemas que temos está nos nossos maus pensamentos, emoções e actos, nesta vida, acumulados com as anteriores.

Outro pormenor de grande valor está relacionado com as várias alusões deste poeta divino sobre o ensino escolástico. De um modo geral Shakespeare não tem boas impressões sobre os métodos escolásticos, pois os alunos fogem da Escola, como vão tristes, quase como um castigo, até ás suas salas de aula. Esta análise que, em muitos casos, ainda é actual, deve-nos fazer pensar em como melhorar os métodos pedagógicos como os meios ambientes escolares.

De novo Coménio está muito actual.

 

Estátua de Shakespeare na sua terra natal

Esta personagem muito conhecida, o soldado fanfarrão, bêbado, libertino, porém, diz uma grande verdade: honra e fama não passam de ilusões infantis de heróis sem mente.

 

Publicação sobre Shakespeare
Uma gravura muito conhecida deste génio imortal.

 

Bloco emitido pela Serra Leoa, em 1989 - 425 anos do nascimento de Shakespeare
Selos emitidos pela Serra Leoa sobre
as obras e personagens shakespearianas.

 

Bloco emitido na Libéria, sobre Shakespeare

Outra edição de selos entre muitas outras sobre as obras universais deste poeta a quem a Humanidade muito deve. No caso, da Libéria.

Como disse o seu amigo Bem Johnson: Cisne de Avon, tu não és somente da nossa era, tu és de todas.

 

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