Richard Wagner

(1813-1883)


Quem como Wagner amava os animais?

Leia-se a sua obra sobre A Vivissecção

em que os defende com toda a sua força anímica

dos que os usam sob o pretexto de pesquisas científicas,

causando-lhes sofrimento atroz.

D.D.C.


Analisando, com profundidade, a vida e obra de Wagner, afinal este génio incompreendido amava a criação divina a um nível elevado. Face ao amor que na obra citada Wagner apresenta para com os nossos irmãos mais novos, os animais, é evidente que ele amaria ainda mais a Humanidade no seu todo.

Analisando a sua letra é certo que ele se colocava num pedestal, sabia o seu valor real, por isso terá cometido o erro de exigir que o louvassem, desejaria honras, etc.

Desde cedo que Wagner demonstrou aptidões tanto para o teatro como para a música. Da união destas duas artes nasceram as suas obras geniais, as grandes óperas cujos textos e música revelam uma capacidade epigenésica que jamais foi possível igualar, nelas há sabedoria produto de muito amor e experiência.

 

Teatro em Leipzig nos tempos de Wagner
Teatro em Leipzig, nos tempos de Wagner.

Note-se a existência do Coreto, um símbolo da Liberdade.

Sobre algumas erróneas opiniões acerca de suas obras, apenas recordamos que para as entender é necessário ter profundos conhecimentos não só sobre a mitologia nórdica como sobre o cristianismo rosacruz.

Neste domínio leia-se, caso desejem, a obra de Max Heindel sobre o título: Os Mistérios das Grandes Óperas. Existem edições em português e em diversos idiomas desde o inglês ao espanhol.

 

Gruta de Vénus, em Linderhof, Alemanha
Foto de D.D.C. em 1991.

Gruta de Vénus no maravilhoso Parque do Palácio de Linderhof, Baviera, Alemanha, onde foi colocada uma das primeiras estações eléctricas para a encenação da primeira cena da Ópera de Wagner, Tannhauser.

Quem é que já subiu para além da Gruta de Vénus? Tannhauser que representa o ser humano mergulhado nos amores venusianos, contudo aspirando a transmutar a energia sagrada pelo amor à música e a valores mais elevados, eis que depois de muitas provas, de algumas ilusões, acaba por seguir os sons dos Cânticos dos Trovadores, Iniciados da Idade Média.

Como é que Wagner conseguiu ultrapassar esta prova? O Seu Tristão e Isolda não será um produto alquímico da transmutação da sua paixão pela sua amada, acabando, afinal, por ser um amor platónico?

Tal como Wagner, Tannhauser tinha uma alma nobre, muito embora errasse, mas errar não é próprio do ser humano?

Só que Wagner, um génio difícil de compreender, terá tido tempo para se expressar humanamente? A obra que deixou que preço tem? Incalculável, em nosso ver. Por isso, o que nos legou é de tal forma tão maravilhoso que as pessoas, no fundo, não teriam a obrigação de lhe dar as condições para ele a criar para bem de toda a Humanidade? Afinal, quem é que têm dívidas? Quem é que as tinha? Wagner? Bem, uma coisa não justifica outra, dirão...

 

Castelo de Neuschwastein
Foto de D.D.C. em 1991

Eis um aspecto do Palácio Neuschwanstein mandado construir pelo Rei Luís II da Baviera, o mecenas de Wagner. No seu interior podem ser vistos quadros sobre as cenas das óperas de Wagner.

Foi uma enorme extravagância desse monarca do qual não vamos fazer comentários. Apenas uma constatação: quantos milhões de pessoas não visitaram já este monumento como os outros? Quantos não admiraram a beleza das artes e por meio delas elevaram a sua mente? Quantos postos de trabalho não deram e continuam oferecendo?

 

Castelo de Hoheenselwangau
Foto de D.D.C. 1991

Entre arvoredos, rios e montanhas, eis o Palácio Hohenschwangau. Aqui está ainda o quarto onde dormia Wagner.

As bases deste monumento vêm desde o século XII, numa construção simples com ligações aos trovadores, aos nobres cavaleiros iniciados, aqui se entoaram canções da Escola Trovadoresca de Heidelberg, cidade que amamos de um modo muito especial. Mais tarde foi abandonado, sendo erguido o actual pelo Rei Maximiliano II, pai do Rei Luís II.

Wagner apenas esteve neste monumento, não terá visitado os outros dois já focados.

Beethoven foi um dos compositores que mais influenciou a obra de Wagner. Por isso, o genial Beethoven, amante da Liberdade e da Fraternidade não deixou marcas positivas em Wagner?

Como cristão rosacruciano Wagner respeitava todas as religiões. Fora baptizado na Igreja Luterana, porém, para ele a religião era a vida interior, acaba por se desviar das religiões cristalizadas em dogmas, mas, repetimos, trata-as como um verdadeiro democrata, ou cosmocrata.

Em seu Credo, Ricardo Wagner, depois de afirmar que acreditava em Deus, em Mozart e em Beethoven, assim como em seus alunos, como no Espírito Santo, acaba por afirmar que no juízo final todos os que comercializem esta arte sublime (para ele era algo sagrada e divina) pois esses serão condenados.

Que conclusões podemos extrair destas suas palavras?

Por outro lado, Wagner demonstrou firme confiança em seus colaboradores e amigos judeus, entre os quais Karl Tausig, Ângelo Neumann, a cantora Lilli Lehmann, como entregou a regência da Orquestra na Ópera Parsifal em Bayreuth a Hermann Levi.

Na Revista Geográfica Universal de Janeiro de 1979 o jornalista ao fazer a sua reportagem sobre Wagner, Luís II e seus palácios lembra que este considerava-os como sagrados, como templos que não deviam ser profanados.

Por outro lado, chama a atenção para uma grande verdade: Wagner foi o arquitecto do Teatro de Bayreuth, e como democrata idealizou-o sem camarotes nem balcões, etc, mas em anfiteatro, para que todos, como espectadores, fossem iguais perante a arte sagrada que é a música.

Com esta obra Wagner acaba por subir aos mundos superiores, na cidade de S. Marcos, Veneza, em 13 de Fevereiro de 1883.

 

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