Rosacruzes
precursores dos direitos humanos

Max Heindel

e o direito à vida


Embora Max Heindel não se considerou como Rosacruz, mas sim Irmão Leigo, não Irmão Maior, contudo, ele foi o eleito para divulgar publicamente alguns ensinamentos desta Escola.

Quem como ele defendeu que a vida é sagrada?

Sendo, assim, todos temos o dever de a respeitar seja de que forma ela se expresse, sendo a razão pelo que não só defendemos os direitos dos seres humanos como também os dos animais.

No princípio do século XX, Max Heindel foi bem claro na resposta à pergunta: Devemos deixar morrer uma criança defeituosa, como no caso Bolinger?

Defensor do direito à vida, como sagrada e totalmente inviolável, posicionou-se contra a pena de morte, explicando com profundidade os inconvenientes e as consequências funestas desta abominável sanção.

No caso das crianças, Max Heindel esclarece que ninguém tem o direito de as deixar morrer porque apresentam deficiências, ao contrário, tudo se deve fazer para que vivam e sejam amadas.

Algumas pessoas pensam que têm o direito de destruir algo ou alguém que não esteja de acordo com o que elas consideram “normal”.

Como qualificar o padrão convencional de “normal”? Quem de nós não tem imperfeições, defeitos? Se fossemos perfeitos, já não necessitávamos de voltar ao Mundo Físico, a esta grande Escola da Vida. Eis a verdadeira Universidade, a que o rosacruz Camões chamou de saber experimentado.

Por isso, os pais e os profissionais de saúde devem fazer tudo para que essas crianças vivam. Se, porventura, a experiência da vida terrena tiver de ser interrompida, a Natureza disso se encarregará. O Ser humano não tem essa competência. É sim, sua obrigação trabalhar em sintonia com as suas Leis.

Por outro lado, este arauto da Idade do Aquário alertou sobre o uso da eutanásia, incluindo sobre o suicídio, explicando todos os enormes inconvenientes que daí advêm, não só para o doente como para quem, em alguns casos, executa o acto.

Somos responsáveis pelas nossas acções e quando voltarmos ao plano físico, eis que dolorosas experiências, não devidamente solucionadas ou aprendidas, voltarão e em grau ainda maior.

Por isso, saibamos ajudar os que sofrem, os que trazem cargas pesadas, envolvendo-os com todo o nosso amor, através do serviço altruísta e compassivo, sempre conscientes que a vida é sagrada e que todo o ser vivente está em processo contínuo de evolução.


Delmar Domingos de Carvalho

 

Nota: este artigo foi publicado na revista ECOS da Fraternidade Rosacruz, Sede Central do Brasil, São Paulo. Mais informação vide página: www.fraternidaderosacruz.com.br

 

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