Luís de Camões

(15..?-1580)


Eis aquele que cantaria os feitos dos portugueses, aquele que mais contribuiu para que a história de Portugal fosse conhecida, por toda a parte, especialmente, sobre a viagem de Vasco da Gama, outro iniciado, como ele nos esclarece, subtilmente, na sua obra prima, Os Lusíadas.

O que sabemos sobre a sua vida? Quando terá de novo nascido? Para uns, 1517, esta a data mais Postal máximo emitido por Moçambique em 1969 sobre o Quarto Centenário na Ilha de Moçambiqueantiga, focada por Faria e Sousa; para outros 1524, de acordo com os dados que o poeta descreve em suas obras, afinal a verdadeira fonte sobre a sua vida; para outros ainda, 1525, dado que há um depoimento que está arquivado na Biblioteca Nacional de Lisboa, em que Camões se alistou para servir na Índia, em 1550, afirmando que tinha 25 anos.

Em nosso ponto de vista a data que tem mais probabilidade de estar certa é a do meio; afinal, no meio é que está a virtude. E porquê? Face aos relatos sobre a sua vida, sobre a posição dos astros, Camões era um grande especialista na astrosofia, em sintonia com os ensinamentos da Escola Rosacruz, ciência e arte que Francisco Marques Rodrigues tão magistralmente dominava e que, em boa parte, lhe serviu para fazer um excelente trabalho sobre Luís Vaz de Camões e a Filosofia Rosacruz, publicado numa série de artigos na Revista Rosacruz, nºs 250 a 281 da Fraternidade Rosacruz de Portugal de que era director, período que teve um incremento muito positivo, como foi alvo de censura pelos ditadores e fanáticos de 60, aliás único país no Mundo Ocidental onde isso sucedeu, enquanto em outros era reconhecida como Pessoa de Utilidade Pública, etc!!!

Também Mário Saa, escritor e astrólogo, fez o estudo da data muito provável do seu nascimento: entre as 8 e 9 horas PM (8H40 PM) de 23 de Janeiro de 1524, na capital de Portugal.

Camões, como espírito muito evoluído, um Ego adiantado para os tempos em que renasceu, tinha vários aspectos em fricção do planeta, conhecido entre a filosofia rosacruz, como o Mão dura, Saturno. Este deu-lhe grandes e dolorosas lições, a que chamou “má fortuna”. Venceu graves provas, e assim, em grande parte se libertou do seu destino maduro, que não lhe permitiu ter livre-arbítrio.

Conhecedor da Lei e da Causa e Efeito, reconheceu que, no seu caso, tinha semeado ventos, agora, naquela vida, estava recebendo os efeitos, logo para ele estava certa, embora visse os bons sofrerem e os maus gozarem. Só que tudo tem o seu tempo, quando os efeitos amadurecerem cada um recebe o que antes semeou.

Dos aspectos da sua vida, vamos realçar, apenas, 5 pontos.

  1. Reconhecimento da Lei dos Renascimentos, aliás, como em todos os grandes poetas desde o alemão Goethe que escreveu: o espírito é como a água, circula na terra, nos ribeiros, rios, mares, depois evapora-se, sobe aos céus, ali está, em forma tão subtil que não se vê à vista desarmada; condensa-se, prepara-se para descer de novo, cai para a terra e novamente circula no mundo físico, até que sobe outra vez, em ciclos espiralados, enquanto durar este estado de coisas; até Ovídio, Dante, Shakespeare, Yeats, F. Pessoa, e muitos outros.

    Camões escreve: Quando vi da materna sepultura/ De novo ao Mundo/ estrelas infelizes me obrigaram/ como livre-arbítrio me não deram.

    Note-se: De Novo ao Mundo.

  2.  

  3. Magistral definição do AMOR: O amor é fogo que arde e não se vê.

    É fogo, sim, na palavra, espírito, está a sua base, grego, pir, que quer dizer, fogo. Com efeito, o Amor de Deus, uma parte de Si, qual centelha de espírito divino está no interior de cada qual, daí S. Paulo dizer que o corpo é o templo de Deus. Ele arde a uma temperatura mais ou menos de 36 graus e meio; quando se eleva, é o Poder Divino que está purificando os corpos inferiores das impurezas provenientes dos nossos inferiores pensamentos e sentimentos, como dos actos transgressores das Leis Divinas ou Cósmicas.

    Ora, Deus é Amor, por isso, Ele é fogo que arde no canal serpentino, como chama sagrada, para ser bem usada, doutra maneira teremos doenças e dores.

    Portanto, Ele arde e não se vê.

  4.  

  5. Conforme o Amor que tiverdes, tereis o entendimento dos meus versos.

    Mais uma sábia afirmação. Se o nosso Amor for puro, elevado, temos uma visão sobre os conhecimentos que ele comunica; se ele for de Vénus em fricção, sensualidade, paixão teremos outra visão. No primeiro caso, a nossa concepção sobre a obra camoniana será de um grande mestre, cheia de filosofia rosacruciana, de cristianismo esotérico, de humanismo universalista.

    No nosso tempo de estudante, era proibido ler a parte de Os Lusíadas, ligada à Ilha de Vénus, no Canto IX. Isso é consabido e porquê? Qual seria o amor em que se expressavam os censores? Que cada qual responda.

    Analisando, as diversas estrofes, estamos perante uma descrição do amor venusiano, do percurso base da iniciação, que vimos no primeiro acto da Ópera de R. Wagner, Tannhauser, em que o neófito tem de saber passar a prova do sexo. A gruta de Vénus será, pois, a Ilha de Vénus.

  6.  

  7. O dia em que nasci moura e pereça/….a mãe ao próprio filho não conheça.

    Este é um dos elementos que levou Mário Saa a concluir pela data referida anteriormente, como sendo a do seu nascimento.

    Temos de concluir que Camões não conheceu a sua mãe, o resto serão opiniões que respeitamos, mas que, mesmo com a existência de um documento sobre pensão, deverá ser para a sua ama e não para sua mãe.

    Quando nasceu, Júpiter estava em conjunção com Saturno em Piscis, signo relacionado com Portugal que lhe deu provas diversas, entre as quais sua mãe ter morrido quando ele de novo veio ao mundo.

  8.  

  9. No Canto X, 76, Camões diz-nos que Vasco da Gama era um clarividente voluntário, tinha...Sapiência/ Suprema de, cós olhos corporais/ Veres o que Não pode a vã ciência/ Dos errados e míseros mortais.

 

E realçamos cinco pontos, porque Camões construiu a sua obra-prima, em 10 cantos, ou seja, 2x5=10; em versos decassílabos, de novo, 2x5=10; como o número dos versos são 8816=8+8+1+6=23=2+3=5, novamente o número 5 da Rosacruz e de Portugal.

 

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