Leonardo Da Vinci

(1452-1519)


O Génio Rosacruciano


Não é de um momento para outro, ou numa só vida no mundo físico que um Ego obtém qualidades para além do comum dos mortais.

Por isso, no caso de Leonardo, como em outros, já em vidas anteriores souberam aproveitar as oportunidades como criaram outras de modo que possuíam uma riqueza interior onde brilhava a sabedoria.

Quando nasce em Vinci, localidade muito perto de Florença, uma criança de elevada estatura espiritual e cultural, em 15 de Abril de 1452, a quem lhe foi dado o nome de Leonardo, filho do amor entre uma camponesa de nome Catarina e de um advogado apelidado de Piero da Vinci, estávamos perante um Ego avançado. Como era de esperar os costumes convencionais e outros cristalizados, como mentes feudais, não permitiram que esse amor desse mais frutos. Logo o menino de famílias ricas teve de se casar com alguém do seu estatuto.

Resultado, Leonardo nunca conheceu a mãe, o amor maternal muito importante faltou-lhe, estava recebendo o que teria semeado. Contudo acabaria por ser educado com meios suficientes numa paisagem cheia de bucolismo que lhe seria benéfica e em parte a mãe natura veio ajudá-lo a substituir o amor maternal. Isto viria a ter influência nos seus trabalhos.

Quando o pai tem conhecimento das qualidades do filho para desenho e não só, eis que o manda para Florença, mais precisamente para a oficina de Verrocchio, onde iria encontrar Botticelli e outros. Com o rosacruz Botticelli a amizade surge e irá dar os seus frutos, alicerçados em alguns ideais comuns.

Estávamos no ano 1469 e aqui fica até 1482 ano em que segue para Milão.

 

Rosacea na Catedral de Santa Maria del Flore, FlorenÁa

Rosácea colocada acima do pórtico em estilo gótico dos construtores rosacruzes, na Catedral de Santa Maria del Flore, ou seja de Santa Maria da Flor numa ligação ao nome da localidade, Florença, e ao símbolo da Pureza. Este monumento foi começado nos finais do século XIII e terminado em meados do século XIV. Contudo só no século XIX é que acabaram as obras de revestimento desta fachada com mármores.

Leonardo aqui viveu até aos 30 anos, deixando alguns trabalhos como sejam a Anunciação em que é bem visível o seu estilo muito ligado à Natureza, reflexo do meio ambiente da sua infância, nele vemos as flores silvestres, as árvores ao fundo, o anjo com as suas belas asas apontando com a mão direita para Maria que recebe a graça com a mão esquerda. Entre os dois uma mesa de altar, como símbolo esotérico onde estão alguns elementos como a espiral, a concha e outros; e ainda a Adoração dos Reis Magos, quadro que não completou devido à sua ida para Milão. Nele estão de novo os elementos naturais, árvores, como cavalos, animal que muito estudou e cavalgou com o seu amigo Botticelli, notando-se visivelmente a carga emocional que cada figura contem em seu interior, em cores do pôr-do-sol.

Durante este período Leonardo teve acesso a várias bibliotecas, soube escolher as leituras desde as de Marsílio Ficino até Hermes Trimegisto, como a Bíblia, designadamente o Evangelho de S. João, aquele que recebeu a rosa e a cruz, o discípulo amado de Cristo.

Estas correntes neoplatónicas, como trovadorescas, caso do rosacruz Dante, natural de Florença, mais precisamente, rosacrucianas estão em suas obras desde a pintura até aos escritos.

Aprende música e canto com facilidade, algo que já em anteriores vidas tinha experiência, toca e canta com elevação, chegando mesmo a criar algumas canções que desapareceram...

Antes de Bacon defende que a experiência é a base do progresso seja no ensino seja em qualquer ramo da actividade da vida, no fundo ele seguia o rosacruz Paracelso que afirmou que a Teoria vem da prática.

Leonardo avança os estudos, as investigações em quase todas as áreas desde a anatomia até às ciências militares, passando pela filosofia, teologia, artes, ciências.

Concebe a criação e a evolução em sintonia com os ensinamentos rosacrucianos, numa dinâmica panzoísta, ele vê a vida manifestada em toda a parte desde as flores ao Sol a quem criou um hino. Nele reconhece que este Mundo é belo como um Sol.

Como rosacruciano ei-lo defensor dos animais, considerando-os como irmãos, por isso segue o vegetarianismo, facto que estava narrado na recente Exposição no Palácio Cristal no Porto sobre Leonardo da Vinci, o Génio, que finalizou a 27 de Janeiro de 2008.

No campo da astronomia mais uma vez Leonardo defende as teorias da Escola Rosacruz afirmando que a Terra é que gira em volta do Sol, como defende uma idade da Terra muito superior à que era ensinada.

No campo filosófico e religioso defende a Lei dos Renascimentos, como a maioria das grandes figuras da História da Humanidade.

No célebre esquema da proporção do corpo humano que ele idealizou lá está o círculo e a cruz, numa proporção áurea expressão da beleza do microcosmo na união com o Macrocosmo.

 

Esquema da proporÁ„o do corpo humano

Estamos perante um ser que muito amou, que, embora tenha sido algo popular, recebeu muitos cálices amargos, teve de fugir, acabando por vir a nascer para os mundos superiores em França.

Considerava o seu rosto como cárcere do amor. Com efeito, o deus interno está num local da cabeça, na sua parte frontal, como deus é amor, logo Ele está prisioneiro dentro de nós.

Também dizia que não se cansava de ajudar, como cristão rosacruciano ele sabia que o melhor caminho era servir com amor.

Contudo, foi incompreendido pelos que não sabem amar, difamado, o que lhe causou profundo desgosto, caindo em depressão.

Para Leonardo o nosso muito obrigado.

 

SÍlo com o auto-retrato de Leonardo

Selo em que surge o auto-retrato de Leonardo, qual Fausto de Goethe, ou Platão, rosto que comunica o sábio, o homem sofredor, cujo Cristo interno o iluminava.

 

EstŠtua de Leonardo da Vinci, Mil„o, ItŠlia
Estátua em sua honra em Milão.
Foto de D.D.C. em 1996

 

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