Francisco Marques Rodrigues

(1899-1979)


É difícil falar sobre FMR, por vários motivos, entre os quais a enorme humildade que se via e sentia nesta figura ímpar, qualidades excepcionais, sabedoria profunda, que jamais tínhamos encontrado.

Isto poderá ser visto como algo de adulação, mas não é.

Nunca fomos adulador, nem gostamos de ser adulado.

Sabemos que este nosso grande Amigo e Mestre a quem muito devemos, se não fossem os seus conselhos e a sua ajuda, teríamos cometido erros enormes, como já há muito estaríamos nos mundos menos densos, pois sabemos como era e é grande a sua Luz, própria de uma alma evoluída, de um cristão rosacruciano a quem muitos devem, como Portugal e a Humanidade.

Mas, afinal quem é, se a maioria dos portugueses e não só, nada sabem!!!

Bem, este facto de esquecimento de grandes figuras da humanidade não tem sucedido algumas vezes?

Quando este trabalho for publicado, certamente que terá já saído uma biografia sobre a sua vida e obra, de autoria de Francisco Coelho.

De qualquer forma há já uma edição da Fraternidade Rosacruz de Portugal de um trabalho de FMR sob o tema: Estudos Bíblicos, Volume I; além dos volumes seguintes sob este título, trabalhos de uma profundidade e clareza que só um alto iniciado é capaz de comunicar, outras obras serão publicadas, desde Cartas a Cristina até à futura Enciclopédia Rosacruz onde começou a trabalhar.

Possuidor de uma rara capacidade de intuição, tinha ainda o poder de desdobramento, ou seja de poder ir ajudar alguém em seu corpo-alma, a qualquer distância. Jamais exibiu tais poderes, pelo contrário tudo fez para que não fossem reconhecidos.

Nunca conhecemos alguém que, como FMR, seguisse Cristo em obras.

Esta verdade custa-nos relatar, porque sabemos da sua enorme humildade, de como ajudava e ajuda com a esquerda sem que a direita o soubesse, da sua capacidade para investigar, em boa parte comunicados em seus trabalhos na revista Rosacruz, da Fraternidade já citada de que foi o pioneiro e fundador.

Terão erros? Quem de nós, não erra? Os erros, pequenos, que já ouvimos, o futuro se encarregará de esclarecer quem terá razão. Em todos eles apenas vimos um!!!

Nos nossos trabalhos quantos não há? Alguns reconhecemos depois de os artigos estarem publicados, ou os livros terem vindo à luz!!! Para nós que desejamos a Verdade acima de tudo, tais erros são fontes de sofrimento, mas somos humano.

Em 21de Março de 1926, os rosacrucianos que se encontravam dispersos no continente e nas ilhas como no ultramar de então, reuniram-se e tomaram várias deliberações: uma delas foi a edição da revista já focada, tendo como primeiro director Florindo Costa. A partir do assalto da casa de FMR, presidente da Fraternidade e Director da revista, em 17 de Junho de 1967, esta publicação verdadeiramente cristã é proibida!!!

Após 25 de Abril de 1974, FMR consegue concretizar a sua grande aspiração, há muito tentada e sempre recusada, de formar a Fraternidade Rosacruz de Portugal, escritura lavrada em 18 de Julho de 1975, publicada do Diário da República III Série, nº 191, de 20 de Agosto de 1975.

Como é evidente, as qualidades invulgares de FMR já tinham sido adquiridas, em boa parte em vidas anteriores, como na última que conhecemos, quando reencarnou como Bispo de Cochim, D. Frei José de Soledade, do qual existe um quadro a óleo sobre tela que esteve patente ao público na Exposição sobre os oito séculos da missionação portuguesa, Encontro de Culturas no Mosteiro de S. Vicente de Fora, Julho a Dezembro de 1994.

Na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, está uma pequena biografia sobre este bispo, vida anterior de FMR. Já então sofreu as perseguições dos inimigos devido às suas ideias e ideais de puro cristianismo.

Em Portugal, após a Inquisição e a outras formas de censura, como em outros países, assim tem sucedido a muitos dos que seguem Cristo.

Só que tudo tem o seu tempo, estamos perto do fim do reino dos senhores das trevas e, então, os verdadeiros filhos da Luz iluminarão este mundo, ajudando a construir, a seu tempo, a Fraternidade Universal, uma das suas aspirações.

Aliás, FMR vivia nesses ideais em obras e em verdade.

Para muito boa gente isso é algo mais que utópico, como demasiado progressista para mentes caducas e cristalizadas na pré-história.

Embora muito houvesse de focar sobre FMR, ficamos por aqui.

Leiam a sua biografia, caso desejem saber muitas faces da Verdade sobre FMR e não só, sobre o Portugal ainda sob nevoeiro.

 

[ Rosacruzes ]