Sessão de Apresentação dos Livros

Diálogos com Johann Sebastian Bach”,

A Lei do Renascimento Existe porque Existe

e “A Quinta dos Quatro Elementos


No Auditório da Casa da Juventude
em Figueiró dos Vinhos,
a Sintra do Norte
e A Viena do Pinhal Interior



I Parte

Desta vez, a convite do Exmo. Senhor Eng.º Rui Silva, Ilustre Presidente da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, terra natal de minha querida esposa, como dos muito amados filhos Carlos Luís, Paulo José e Miguel Ângelo, o lançamento dos nossos livros acima citados foi nessa belíssima área que o célebre pintor Malhoa imortalizou em suas famosas telas.

O local eleito está impregnado dos divinos sons de Mozart e não só.

Na mesa, além do Presidente da Edilidade local, o professor Eduardo Aroso, nosso querido amigo, também provacionista da The Rosicrucian Fellowship, sede em Oceanside, USA, que nos honrou com a apresentação dos livros mencionados, (prefácio do último é de sua autoria), Dr.ª Maria Narcisa, Sócia-Gerente da Editorial Minerva, de Lisboa e o autor.

Mesa com Dr.ª Maria Narcisa, o autor, Eng.º Rui Silva e o Professor Eduardo Aroso


A abertura do evento, coube ao nosso caro amigo Presidente da Edilidade local.

Depois de ter agradecido a todos os presentes, de ter informado que enviou 400 convites, realçou alguns dados biográficos do autor, demonstrando que era profundo conhecedor da nossa vida e obra, fazendo ainda ligação a nossa amada esposa, professora Maria Amélia, natural daquela linda e acolhedora localidade.

Depois de ter enaltecido a nossa obra e de ter agradecido as ofertas dos nossos livros à Biblioteca Municipal (diga-se de passagem, uma das melhores do país interior) lembrou os tempos em que, ainda muito jovem, (somos mais velho vinte anos, via o casal Maria Amélia e Delmar com os seus três filhos, chegando de fim–de–semana para visitarem os seus pais.

Realçou o amor que o casal tem a esta região, que está patente em suas colaborações, fazendo votos que dê mais frutos nos tempos vindouros.


Outra foto da mesa
Presidente da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos,
Eng.º Rui Silva, no uso da palavra

De seguida passou a palavra ao professor Eduardo Aroso, que, afinal, por duas vezes, já esteve, em Figueiró dos Vinhos, com a Tertúlia do Fado de Coimbra de que é um dos membros, antigos estudantes da histórica cidade de Coimbra, (lembremos que foi nesta cidade que o nosso ilustre amigo Engenheiro Rui Silva estudou e naquela antiga Universidade se formou) um acontecimento que prova que o mundo é pequeno e que esta região merece todo o carinho e apoio.

O nosso querido amigo Eduardo Aroso, após ter agradecido o convite que lhe fizemos, e como bom professor que foi, preparando sempre as lições para o dia seguinte, vinha com a lição bem estudada e delineada.

Após algumas afirmações, recordou a influência do célebre pintor, Malhoa, teve na sua vida. Desde muito pequeno que conheceu a sua obra, concebida nesta linda terra, por isso ele a escolheu para si mesmo, obra essa que nos fala da vida rural, da fé das pessoas, etc, etc, e que acabaria por ser uma fonte para a nossa poesia. Em seguida, focou algumas notas da vida do seu amigo Delmar desde a frequência da Escola Secundária desta localidade, na década de 50, as suas numerosas atividades desde um bom fotógrafo, até um cidadão ativo, participativo, homem com uma vasta e diversificada cultura, animador cultural, etc, etc.

E como se costuma dizer, por trás de um grande homem, está sempre uma grande mulher, o que é um facto real.

Ao analisar a obra Diálogos com Johann Sebastian Bach, recordou o valor da obra deste genial compositor, um nome que faz estremecer, sobre a sua ligação à Escola Rosacruz, e assim por diante.


Professor Eduardo Aroso a apresentar os livros do autor
Professor Eduardo Aroso apresentando os livros do autor

Continuando, enalteceu o valor das obras do escritor Delmar Domingos de Carvalho, afirmando que elas são intemporais, as suas obras estão asseguradas no tempo, isto é, não correm o risco do seu conteúdo cair em desatualização, como acontece com uma grande parte das obras que, hoje em dia, inundam os mercados na mira de grandes vendas.

As obras do nosso amigo Delmar, para as atuais gerações serão futuristas, mas para as vindouras serão aproveitadas no ensino e não só.

Debruçando-se sobre a obra A Lei do renascimento existe porque existe, recordou alguns adágios que comprovam, na sua sabedoria, a justeza da lei da Causa e do Efeito, um deles muito bem conhecido: CÁ SE FAZEM, CÁ SE PAGAM. Usamos a palavra justeza e não justiça, pois aquela encerra amor, verdade, razão, bom senso.

Chama a atenção que o nosso amigo investigador Delmar foca em seu trabalho muitas passagens do Antigo Testamento em que a Lei da Causa e do Efeito está inserida, mais ou menos claramente, como no Novo Testamento e neste lembrou o caso do paralítico de Betesda: Não tornes a pecar, para que não te suceda pior.

Também o Prefácio do nosso comum amigo Roberto Costa encerra dados bastante oportunos em sintonia com a obra do Delmar Carvalho.

Finalmente, abordou a Quinta dos Quatro Elementos, o número 4, a cruz, lembrando o valor dos números, a sua ligação às letras, aos ensinamentos de Pitágoras, em que os números não eram os do FMI, mas profundamente espirituais, universais. Fez ainda a ligação à Escola de Hipócrates, aos temperamentos, e ainda a Aristóteles.

Neste trabalho, o Mestre Teofrasto tem uma missão muito especial para com todos os candidatos.

Um livro que está cheio de Luz e de Amor, numa Quinta Luminosa, em que a poesia também é realçada, lendo alguns versos, nela constantes de Guerra Junqueiro, de Goethe, de Camões, de Coménio.

Pela nossa parte, temos a agradecer a sua importante intervenção, algo vasta, aqui apenas está um resumo dos resumos.

Coube-nos terminar.

Depois de agradecer a presença de todos os amigos e amigas, de ter realçado a amizade do Senhor Presidente da Edilidade Local, Rui Silva, da vinda de Lisboa, da Dr.ª Narcisa, da Editorial Minerva, e de modo especial do nosso amigo Eduardo Aroso, de várias pessoas que estavam na assistência, que se deslocaram de Coimbra, como dos concelhos vizinhos, de Tomar, etc.

Resumiu os seus trabalhos que, em parte estão nesta página, mas, em nossa opinião, o melhor será lê-los, defendeu a opinião que os sermões de Santo António Magno merecem uma atenção especial, devem ser lidos e analisados com profundidade como fez o nosso Mestre e Amigo, Francisco Marques Rodrigues.

A sua longa intervenção foi desde a união e amor que o une a esta região, como ao seu valor, e focou diversos ensinamentos dos rosacruzes, como Paracelso, o Teofrasto da Quinta dos Quatro Elementos, Coménio, com as suas ideias desde o Parlamento Mundial, Organismos Supranacionais que são já necessários para a resolução de graves problemas desde o comércio de órgãos, a pedofilia, os crimes económicos, o terrorismo, as epidemias, etc, que exigem que a ONU tenha mais meios e poderes, reformas no Direito Internacional.


Vista parcial da assistência

Vista parcial da assistência, num dos momentos em que o autor estava procurando esclarecer os seus trabalhos e a filosofia rosacruz, tal como Max Heindel legou à Humanidade, e algumas ideias dos Rosacruzes.


Por fim, houve as intervenções do público, no caso, de dois amigos, Maestro José Soares, profundo conhecedor da obra de Mozart, como de outros compositores, a necessidade de avançar um projeto sobre esta área ligada à Música neste Concelho que teve como pioneiro o Dr. Álvaro Gonçalves, vice-presidente da Câmara.

A localidade bem o merece, como a região, e congratulamo-nos com o facto da Biblioteca Municipal ser a 7ª de Portugal a ficar ligada à UNESCO online.

Isto demonstra todo um trabalho algo longo e profundo de trabalho de grupo para que tal seja possível para bem da Cultura.

Por fim, houve uma troca positiva de ideias entre este nosso amigo Álvaro Gonçalves e os seguidores da Escola Rosacruz, ali presentes, Eduardo Aroso e Delmar Carvalho, sobre esta Escola e acerca dos seus membros.

Depois de termos apresentado o nosso ponto de vista, após o do nosso caro amigo Aroso, ficou a ideia no ar que o tema merecia um futuro Encontro para melhores esclarecimentos.

Em resumo: uma tarde rica em valores culturais e espirituais em que aprendemos e certamente todos os amigos e amigas presentes, que ficou bem gravado em nosso coração, com um muito obrigado.



II Parte

São numerosas as opiniões positivas sobre os nossos livros e trabalhos, oriundas de vários países, por vezes, menos de Portugal do que dos restantes.

Nos últimos dois anos deixámos de inserir na página essas opiniões positivas, por vários motivos, incluindo são numerosas e iam ocupar muito espaço e algumas não guardámos; outras foram orais.

Por outro lado, temos sentido uma censura mais ou menos subtil, às vezes, sem vergonha alguma, sobre as nossas obras; há casos em que têm procurado destruir de modo muito inferior.

Na realidade, as trevas não gostam da Luz.

Perante todos estes casos e outros algo semelhantes, seguimos este conselho daquele que foi mestre de Max Heindel e de Francisco Marques Rodrigues, como é um dos Rosacruzes que mais amamos e admiramos.


Um Sábio Pensamento

de

Paracelso

Não te preocupes muito em ver quem é por ti

Ou contra ti.

Ou se buscam destruir o que fazes.

Porém, tem cuidado, sim,

Que seja Deus contigo

E em tudo o que fazes.


Versão livre de

Delmar Domingos de Carvalho


III Parte

Juntamos esta valiosa mensagem do professor Eduardo Aroso, músico, compositor e escritor sobre este evento e a área onde se desenrolou.

Trata-se de um trabalho que merece divulgação para Bem não só da Região do Pinhal Interior, como de Portugal, dos portugueses e do nosso futuro.

O nosso muito obrigado.

Delmar Domingos Carvalho

 

Figueiró dos Vinhos
e o Portugal perene e sempre renascente


Creio no Portugal outro que não o absurdo que nos apresentam diariamente à hora marcada.

Creio no Portugal resistente a muita coisa oficial, que, sofrendo vagas à maneira de forte detergente, não pode ser totalmente apagado nas belas incrustações do vernáculo que ainda definem as veias das nossas gentes.

Creio na absoluta necessidade de substituir no nosso país o que de mais existe de cimento por aquilo que de menos existe que é o pensamento.

Por isso é urgente reforçar o nosso sistema imunitário contra agressões impunes que afectarão não só esta, mas futuras gerações. Assim, gritemos à nossa consciência como um pai faria a um filho prestes a cair num poço!

—— / / ——


De mais portugalidade que mera cidadania, invocações ao interior de cada português que se preza, dir-se-ia em jeito de credo, servem estas palavras para manifestar o meu regozijo pelo panorama natural, e muito particularmente humano, que observei numa vila da chamada Zona do Pinhal, Figueiró dos Vinhos, onde a sensibilidade pulsa ainda como a seiva de “Maio, maduro Maio” (como diria o poeta-cantor José Afonso), tendo como impulsionadores os seus autarcas e outros colaboradores.

A convite do amigo e escritor Delmar Domingos de Carvalho, que amavelmente me convidara para apresentar alguns livros seus, desloquei-me à terra do pintor José Malhoa (1855-1933), onde faleceu e viveu parte da sua vida. Vila de um – permita-se-me a expressão - bucolismo já modernizado, bem organizado e acarinhado, culminando no seu belo e vetusto jardim.

Ao chegar a Figueiró, fui logo atravessado por este pensamento: não é de estranhar que um pintor como Malhoa, amante da natureza, tenha sido atraído a esta terra. Minutos antes, ainda no automóvel, como numa encruzilhada do destino, surgia-me também a lembrança do egrégio D. Nuno Álvares Pereira, nascido não muito longe de Figueiró dos Vinhos, avatar da História de Portugal, que vislumbrou, em hora difícil, a nossa encruzilhada história de 1385.

Chegado à Casa Municipal da Cultura, naquela hora da tarde de sábado, 21 de Maio, fui surpreendido por um cartaz que dizia “Clube Mozart”. Do interior de uma sala desprendiam-se sons, diria um “alfabeto musical” muito bem soletrado por sinal; depois algumas crianças de olhos cristalinos que saíam, tão cristalinos como cristalina é a música desse génio que pertence a todo o mundo. Ainda antes da sessão de apresentação dos livros, fui inteirado do muito que se faz nesta localidade. E a minha pressão arterial, acendendo o meu regozijo como emoção, ia subindo, de tal modo que não tomei café antes da sessão. E ia pensando também no muito que existe no Portugal desconhecido do público em geral e dos responsáveis da política central. Falta centrifugar Portugal. Em vários planos. Mas é no seio do povo que se deve começar, não permitindo resíduos, de modo que o sumo saia limpo! E sobretudo de resíduos ditos “civilizacionais” que já vimos que só podem atrapalhar a vida. Crianças, jovens e adultos desta comunidade, perante a compulsiva massa sonora de muitos decibéis, dada quase sempre contra a nossa vontade, e que nos atordoa em qualquer lado - onde se come, onde se compra, onde se passeia, em qualquer canto -, crianças, jovens e adultos desta localidade, dizia eu, têm em Figueiró dos Vinhos a possibilidade de contactar outro mundo da música e consequente da cultura.

O convite que aqui deixo é elucidativo do que nesta terra se faz, do que se poderá levar a cabo, porventura daquilo que está a ser sonhado, ou de roteiros já traçados. Decerto que os pinheiros do “plantador de naus a haver” que é D. Dinis, tal como nos fala o poema de Fernando Pessoa, não se limitam apenas ao do pinhal de Leiria, mas a todos os pinheirais onde o rumor do sonho do coração do Povo ainda ondula.

“O Presidente da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, Engº Rui Manuel de Almeida e Silva, e o Director do Conservatório de Música e Artes do Espectáculo, Dr. André Cameira, têm o prazer de convidar V. Exa. a assistir à 3ª sessão do CLUBE MOZART, dedicada ao tema “Figueiró, a «Viena» da zona do Pinhal – a excelência na formação de públicos”, a ter lugar na Casa Municipal da Cultura/Clube Figueiroense, no dia 28 de Maio, pelas 19h 00.

Esta sessão contará com a presença do menino-prodígio Wolfgang Amadeus Mozart, acompanhado de seu pai, em viagem integrada numa visita pelas casas reais europeias. Orador: Maestro José Soares. Entrada Livre. A sua presença é um contributo à Cultura”.

 

23/05/2011
Eduardo Aroso

 

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