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"A Lei do Renascimento existe porque existe"

é o novo livro a sair nos primeiros dias de Março



Capa e contracapa
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Prefácio

 

Com grande prazer escrevo o prefácio de mais um exemplar da profícua obra do amigo e companheiro de ideais Delmar Domingos de Carvalho, que aborda uma das Leis Divinas essenciais ao Processo Evolutivo do qual participamos nós, seres humanos. Trata-se da Lei do Renascimento que, com sua companheira indissociável Lei de Causa e Efeito, garantem a justeza desse processo e dão condições para que também tenha participação e de forma cada vez mais proeminente a epigênese, a capacidade de criação de algo inteiramente novo.

Mas essa Lei de tão grande importância para a nossa própria evolução não é por todos aceite, incluindo vários segmentos das religiões cristãs. Em sua corajosa Introdução a esta nova obra, Delmar nos diz que a crença no Renascimento era difundida entre os cristãos até que, no Concílio de Constantinopla, em 553, foi imposta a proibição de se falar sobre a reencarnação.

A abordagem que Delmar faz em sua obra é a de enfocar o renascimento segundo várias visões, relacionando-o a várias atividades de grande interesse para o ser humano, como facetas de um diamante bruto que ele passa a lapidar.

Primeiro, fala sobre o Renascimento e a Espiral da Vida, espiral que representa o próprio processo evolutivo. A Vida, esse Dom Divino, é alimentada permanentemente pelo Fogo Divino, que Delmar identifica na raiz da palavra Espírito, na palavra grega “pir”, o fogo. Cita também a bela alegoria de Camões, quando diz que o amor é fogo que arde e não se vê, em que nosso gênio da literatura portuguesa reconhece a origem divina do Amor.

A Lei de Causa e Efeito, gêmea da Lei do Renascimento, é a seguir comentada pelo autor, realçando a Sabedoria do Plano Divino que, a todo o momento, mostra que o que semeamos, colhemos. Delmar ressalta também que o Senhor Cristo, em suas intervenções para curar os doentes, sempre advertia aos que curava para que não pecassem mais, para que coisas piores não lhe acontecessem, referindo-se à Lei de Causa e Efeito.

Conforme já dissemos, é a Epigênese que complementa essas leis gêmeas, facto enfatizado por Delmar e que permite que cada vida seja original em sua realização. Destaca ele, em dois capítulos, a forte relação entre o Renascimento, a Epigênese e o Livre Arbítrio, este último essencial para que, segundo ele, possam ser aprendidas as lições de discernimento entre o Bem e o Mal. Sabemos que, ao exercitar o ser humano seu livre arbítrio e sua epigênese, possa ele errar e assim precisar compensar seu erro nas oportunidades proporcionadas nas vidas que irá viver. Delmar ressalta, no entanto, que o Plano Divino não objetiva vingança pelos maus atos cometidos. O objetivo é a experiência e o aprendizado, para poder transmutar faculdades divinas potenciais em faculdades dinâmicas.

Por ser o Processo Evolutivo eminentemente um processo de aprendizado, Delmar identifica muito bem a grande relação existente entre a Lei do Renascimento e a Educação, levando em conta todas as formas em que os talentos humanos possam se expressar, nas artes, nas ciências e nas religiões. Delmar cita, com propriedade, Francis Bacon, quando diz que as filosofias superficiais conduzem o ser humano ao materialismo e ao ateísmo, mas as profundas conduzem o homem a Deus. E afirma que, para evitar essa tendência ao materialismo, é tempo de seguirmos ideias e ideais que tenham por base um conhecimento mais completo do ser humano, sobre como funcionam as Leis Universais e cultivando a Epigênese para a criação de sistemas e instituições mais perfeitas e para a libertação do ser humano.

O método de educação deveria levar em consideração, segundo Delmar, o conhecimento oculto relacionado ao nascimento dos nossos outros corpos além do corpo físico, o vital, aos sete anos, o de desejos, aos quatorze anos e a mente, aos vinte e um anos. Deveríamos usar também, generosamente, o legado de conhecimento deixado por grandes seres como Comenius, Sócrates, Pitágoras, Goethe e Heindel, para a implementação dos métodos educacionais.

No que tange às artes, Delmar enfatiza que elas constituem preciosos meios de libertação das potencialidades criativas internas de cada ser humano. A esse respeito, o renascimento permite que haja um aperfeiçoamento do talento do indivíduo que demonstre capacidade invulgar de criação, para o deleite de seus semelhantes e como tributo à Divindade. Delmar destaca que há, no acervo de obras artísticas da humanidade, a presença de símbolos ligados à espiritualidade e, particularmente, à Lei do Renascimento. É o caso do cisne, o símbolo dos Iniciados, usado por compositores musicais em suas obras primas e a Fênix, usada por artistas desde a numismática à pintura.

A ciência, embora tenha incorrido num caminho mais materialista, já começa a apresentar esforços direcionados, mesmo que de forma incipiente e não aceite por todos os cientistas, sobre a reencarnação, conforme exemplos citados por Delmar.

No que diz respeito à religião, muitas verdades ainda estão soterradas sob versões que refletem o interesse dos grupos que não permitem a mudança na ordem estabelecida. A própria Bíblia apresenta versões feitas com traduções incorretas, mas que preservam o “status quo”, conforme relata Delmar. Isso inclui, sem dúvida, a Lei do Renascimento. A esse respeito, o autor lembra que as próprias missões conferidas a figuras bíblicas de grande destaque, como João Batista, por exemplo, só se justificariam, pela lógica, se esses seres já tivessem aprendido, em vidas anteriores, as experiências necessárias para as levar a bom termo.

Delmar identifica também a relação da Lei do Renascimento com outros aspectos da vida humana, alguns com destaque na atualidade, como a Saúde e o Meio Ambiente, e a própria História da Humanidade. Mostra que a Reencarnação faz parte dos ensinamentos das culturas mais antigas, contidos na Mitologia, desde a cultura dos Brâmanes até o Antigo Egito. Faz uma varredura da evolução dessas culturas, sempre identificando a presença da Lei do Renascimento, até que deliberações como a do Concílio de Constantinopla criassem, como diz ironicamente, a “Lei da Rolha” sobre as antiquíssimas teses do Renascimento. Como a Verdade jamais poderá ser aniquilada, surgem outras Escolas em que os ensinamentos sobre o renascimento continuaram a ser ministrados, até culminar com Max Heindel, o Mensageiro da Idade de Aquário, bem como seus seguidores na era atual, dando continuidade ao seu trabalho.

O Capítulo XIV encerra seu livro com chave de ouro, mostrando a opinião de alguns dos mais renomados vultos da História da Humanidade sobre o renascimento, a saber:

Fernando Pessoa, Giordano Bruno, Goethe, Leonardo da Vinci, Camões, Gandhi, Heindel, Michelangelo, Pitágoras, Platão, Rafael Sanzio, Steiner, Santo Agostinho e Shakespeare.

Aguardemos agora o renascimento do talento de Delmar Domingos de Carvalho em seu próximo livro.


Rio de Janeiro, 03 de Janeiro de 2010


Roberto Gomes da Costa

Presidente da Fraternidade Rosacruz Max Heindel
Centro Autorizado do Rio de Janeiro

 

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