Poemas


Neste campo estão inseridos alguns dos meus poemas que têm ligação com a lusofonia, com a cultura universalista lusíada e ainda com a utopia do V Império. Eles vão desde o texto bíblico, a Tomar e aos “Varões assinalados”.

 

O que viram os Sábios Profetas?


O que viram os sábios profetas?
Escreveram no Antigo Testamento
Quais eram as metas,
Constantes no Firmamento.

Depois da segunda dominação
Virá o Quinto Império Universalista,
Gravado na mente e no coração,
Defendido por António Vieira, o idealista.

Essa missão cabe à Lusofonia
Ou à geolíngua, porque não?
Trabalhemos com alegria,
Vem aí a ocasião!

Pessoa cantou o Quinto Império;
Agostinho da Silva esclareceu;
Vieira levou-o muito a sério;
Bandarra o enalteceu.

É Hora de defender o nosso idioma,
Divulgá-lo por toda a parte,
Voando com a Palomba,
Com muito “engenho e arte”.

 

Tomar, Cidade da Ordem de Cristo


Tomar, cidade Templária,
Assim, estás sendo conhecida
Pela tua História milenária;
Por miríades de pessoas és querida!

Mas, D. Dinis, esse rei rosacruciano,
Elegeu-te a sede da Ordem de Cristo,
Elevou-te acima do plano mundano,
Com um poder espiritual, muito quisto!

Em ti, cruzaram diferentes culturas,
Seguindo os elevados ideais cristãos.
Como tinhas graça e formosura!
Até que foste perseguida por imundas mãos...

Tu ajudaste a conhecer o Mundo,
Levando Ideais de Fraternidade,
Até que eles foram mergulhados num mar profundo,
Por seres humanos, cheios de ódio e de maldade.

Mas vem a Hora da Libertação!
Tudo a seu tempo será renovado,
E de modo subtil o teu nobre coração
Vai ajudar a construir o V Império,
cumprir o nosso fado.

 

Camões, o Incompreendido?


Camões, o incompreendido?
Por alguns odiado e por muitos amado,
Porque foste tão perseguido?
Devido ao teu saber experimentado?

Mestre da rosacruciana filosofia,
Fonte da nossa universalista cultura,
Porque tinhas grande sabedoria,
Passaste por muita amargura!

A Luz atrai os amantes das trevas, os invejosos,
Por tudo isso, ainda hoje, és mal visto
Por alguns pobres e fracos poderosos,
Por alguns que seguem um falso Cristo!

Nasceste em toda a parte!
Viajaste por mares tenebrosos
E com engenho e arte,
Venceste os lacaios perigosos.

Quem como tu, cantou o Amor?
O Fogo do Espírito Universal.
Viste o mundo em Flor
No V império cultural...

Lisboa, 21 de Janeiro de 2011

 

Padre António Vieira, O Profeta


Padre António Vieira, o profeta,
Foi incompreendido e enclausurado,
Pois tinha como meta
Defender o perseguido e o injustiçado.

Nobre apóstolo dos Índios brasileiros,
Sofreu as suas dores, os seus problemas,
Reconheceu que não eram brejeiros,
Defendeu os seus sistemas.

Foi um aluno e mestre rosacruciano,
Com nobre coração e mente pura,
Livre e libertador, não puritano,
Alma velha, cheia de candura.

E nessa sua simplicidade,
Havia uma cultura elevada,
A Luz da Fraternidade,
Uma alma iluminada.

Arauto da esperança,
Defensor do messianismo,
Profetizou grande mudança,
No Reino do cristianismo.

 

Tributo
a
Fernando Pessoa
nos
120 Anos do seu Nascimento



Ao Pessoa imortal,
Em sua poesia hermética,
Grandiosa e universal,
Exotérica e esotérica.

Incompreendido no Amor,
Sofreste com Portugal;
E, na alquimia da dor,
A inspiração do Graal.

Difundiste por toda a parte
A Cultura da Lusofonia,
Com Sabedoria e Arte,
Lutaste contra a tirania.

Derramaste em Simbolismos,
Entre eles, o da Rosacruz,
Diferentes Universalismos,
Colocaste o Sal na Luz.

Nas angústias do teu mar profundo,
Num dilacerado e dividido coração;
Compreendeste um dos mistérios do Mundo:
Na Rosa que é o Cristo está a Libertação.

Bombarral, 22 de Outubro de 2008

 

Francisco Marques Rodrigues,
O Paracelso Lusitano



O Paracelso Lusitano, tinha Cristo como Ideal,
É o nosso querido Mestre e Amigo
Que derramou Luz e Amor em Portugal
E que teve muito trabalho comigo!

Só um Ser muito elevado
Teria a paciência e o Amor,
De me ter aturado
E deste modo me libertou de profunda dor.

Ao seu lado havia Paz e Harmonia,
Com muita profundidade;
Como segurança e Sabedoria,
Em espírito de Fraternidade.

Sofreu, porque muito amou.
Viveu os puros ideais rosacrucianos:
Por isso, também muito perdoou
Aos oportunistas e aos falsos puritanos!

Como Job tinha uma infinita paciência,
Tendo Cristo como Ideal,
Deixou uma obra cheia de sapiência
Para a Cultura Universal.

Um dia ser-lhe-á dado o devido valor,
Incluindo ao seu exemplo nobre
De Humildade, Servindo com Amor,
A todos ajudando e mais ainda ao pobre!

Não há palavras para o Mestre Amado
Para quem muito semeou;
De noite e de dia trabalhou.
Fico por um imenso: Muito Obrigado!

Bombarral, 21 de Março de 1992

 

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