Obras Editadas


Contos e Tradições
nas Quatro Estações



Novo livro acaba de ser publicado pela Chiado Editora, com o título supracitado.

Juntamos a capa e contracapa como o Prefácio de autoria da minha amiga ucraniana Mariya Medvid, socióloga, e as Notas Soltas.

Capa Contos e Tradições
Capa


Contracapa Contos e Tradições

Contracapa



Índice
  






Prefácio


“Quando o Poder do Amor superar o Amor pelo
Poder, o mundo conhecerá a Paz.”


Jimi Hendrix


Em primeiro lugar agradeço ao escritor Delmar Domingos de Carvalho por me ter dado a honra de prefaciar este seu livro, que apesar de ser um grande desafio foi um enorme prazer para mim.

O papel dos contos sem dúvida alguma é muito importante no crescimento da consciência humana em todas as fases da vida, mas especialmente na infantil. Com o passar do tempo, na adolescência, juventude, na vida adulta gostamos mais dos que encerrem alguns toques autobiográficos. Neste livro o autor pretende ajudar na formação integral dos jovens, procura fazer com que o leitor medite sobre a sua própria existência, o modo de vida, os valores universais que deviam ser seguidos em todas as áreas da vida humana e das suas instituições.

A facilidade com que conseguimos inteirar do conteúdo desta obra é de facto algo que permite ao leitor desfrutar de fantásticos momentos, conseguindo assim o envolvimento completo em certas situações e relatos, retratados com uma forte vivência.

Junto com o narrador o leitor consegue uma viagem ao reino dos Coptas, esses cristãos com uma cultura profunda, assim como conhecer uma família na grande Rússia numa aldeia perto da cidade de S. Petersburgo onde governa Natércia, apreciar os cultos religiosos ligados aos elementos da Natureza, especialmente no solstício do verão com a presença do um místico Paracelso cuja filosofia espiritual em parte baseada no neoplatonismo, na união com a Divindade, no reconhecimento da mão de Deus em toda a natureza, observando a terra como a grande obra de Deus, a Sua maravilhosa criação.

Durante uma viagem pelo tempo e pelas estações do ano, ficamos encantados com as suas belezas, com as danças das ninfas e dos gnomos no misterioso mundo do conto. Com uma escrita acessível a todas as idades, conhecemos as tradições festivas na primavera desde a festa do Domingo de Ramos, do Domingo de Páscoa, no primeiro domingo de Maio, maravilhosas festas em Vila Franca do Lima, na encantadora e histórica província do Minho, em honra de Nossa Senhora das Rosas, no Dia da Espiga, no Dia de Pentecostes. No Outono, recordamos umas das tradições que animavam as aldeias e outras localidades de Portugal como a descamisada e o milho-rei e no Natal maravilhosos contos, desde os na minha amada região da Ucrânia até aos festejos nos dias natalícios Entre Douro e Minho, “mais precisamente nos campos elísios do rio Lima, onde vivia o tronco originário da família Zacarias”.

Alguns provérbios que o autor aplica às histórias narradas como “deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer”, “setembro seca as fontes mas arrebenta as pontes”, “não há sábado sem sol, nem domingo sem missa, nem segunda-feira sem preguiça”, “dos Santos ao Natal ou bem chover, ou bem nevar”, “quem vai para o mar, aparelha-se em terra” dão um sentido educativo e um carácter fantástico e maravilhoso aos contos.

Com o seu profundo amor pela diversidade das tradições, das culturas, o autor tenta ao mesmo tempo interligá-las, num caminho do universalismo, para construir uma nova e muito mais perfeita civilização. Através das personagens como Rosâmide, Domingo de la Rosa, Querubim viajamos de uma aldeia em Africa até à Ucrânia, pernoitamos numa casa típica russa perto de São Petersburgo, voamos a várias áreas da Terra.

Independente das várias crenças dos leitores, o autor tenta procurar analisar e explicar a presença do Presépio como símbolo da humildade, do amor fraterno.

Em vários contos o autor faz referência a muitas obras de Max Heindel que é “o mensageiro da pura luz cristã, para estes séculos da contemporaneidade”.

Nesta obra encontramos os pensamentos sobre a necessidade de preservar o ambiente, a natureza, a importância de saber amar as plantas e árvores, apreciar a beleza natural e não a artificial. “A vaidade é a glória das almas pequenas, das pessoas de pouco valor, que querem parecer grandes aos olhos do mundo.”

Através dela, Delmar Carvalho liga-os à Bíblia, “uma obra cheia de luz e de amor de um ponto de vista aberto e livre que está cheio de símbolos, de mitos, de alegorias, de parábolas e faz a sua interligação com a mitologia grega e romana e com a astronomia moderna”.

Ao viajar no mundo fictício por meio da sua obra, conhecemos um homem de nome Bezedeu, que era um amigo de todas as formas de vida, com ideais elevados que ajudaram a transformar os hábitos vegetarianos nas pessoas. Desde então temos lições para tentar mudar os nossos hábitos alimentares. “Comes umas castanhas cruas no início da refeição, pois a fruta deve iniciá-las e jamais comê-la no final, e em seguida comes as sandes e alerta para não estragarmos a comida, havendo seres humanos a morrerem à fome”, aconselhando a “comer os líquidos e beber os sólidos, isto é, os líquidos devem ser bem insalivados, e os sólidos mastigados até estarem reduzidos a líquidos.”

Mais uma vez o autor tenta focar a nossa atenção em problemas ambientais e ecológicos para trabalhar com a Natureza respeitando as suas leis, esses problemas tão atuais para gerações presentes e futuras assim como também a educação sexual e valores matrimoniais.

Nesta obra também encontramos algumas soluções para que o país fique mais próspero. “Em Portugal temos de dar muito mais valor à cultura, às artes, como meio de progresso individual e do país, pois só assim recuperaremos e podemos ter um turismo cultural com mais nível, com mais postos de trabalho, enchendo o nosso belo Portugal de mais encanto”.

Todos nós tentamos perceber os problemas da nossa existência, e durante a vida vamos arranjando respostas e explicações desde porque estamos aqui, qual é o nosso papel nesta face da terra. Cada um tem as suas respostas, e isso depende da nossa experiência, da própria sabedoria, da nossa fé. Para melhor perceber os muitos porquês da nossa existência, é necessário a construção de um mundo mais perfeito, possível dentro e fora de nós.

Este livro pretende que o leitor e a leitora tenham uma conceção do mundo real mais aberta, não dando valor à futilidade das coisas materiais, mas sim valorizar a nossa riqueza interior, aprender a sabedoria encerrada na Natureza, viver em pleno Amor e Paz para atingirmos esse maior sentimento que é Fraternidade Universal, um melhor futuro para a Humanidade, caminhar para “um novo sistema baseado no altruísmo, na sabedoria, na justiça, nas artes, na cultura espiritualizada, para uma perfeita liberdade em todas as áreas”.

Concordo plenamente com ideia do Autor que a “utopia da Fraternidade Universal pode ser topia para milhões de seres humanos, vivendo em cada dia o Natal”, e tudo depende de cada um de nós, porque somos nós quem construímos o nosso destino e que quanto mais Amor e Paz semearmos, mais Amor e Paz colheremos, mais saborearemos os frutos da Igualdade e Fraternidade no caminho para a Unidade Universal.


5 de Fevereiro de 2013

Mariya Medvid
Socióloga

 

Notas Soltas                       (em PDF)
Nesta obra procuramos criar enredos que ajudem a libertar, a erguer bem alto a Esperança e o Amor, e, dentro das minhas possibilidades, a derramar a Luz da Sabedoria, embora seja a de um neófito.

 

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