Obras Editadas


A Flor da Esperança

2ª Edição


Capa do livro A Flor da Esperança
Capa


Contracapa do livro A Flor da Esperança
Contracapa

A FLOR DA ESPERANÇA, 2ª Edição, publicada pela Chiado Editora, Lisboa, Portugal, que está sediada no Brasil, Espanha, Inglaterra e Alemanha.

Esta obra, agora revista, atualizada, prefaciada, contribuirá para a criação de uma nova civilização e semeará a Esperança em muitas pessoas.

Um trabalho que dedico à Humanidade, especialmente aos irmãos e irmãs que mais sofrem, com o meu profundo agradecimento à Escola Rosacruz, aos Irmãos Maiores, e ao único Mestre, Jesus-Cristo, Senhor da Luz e do Amor, cujo Reino será a Fraternidade Universal.

Com este livro, modestamente, procuro ajudar à sua formação, o mais rápido possível.

  








Prefácio


Foi impossível resistir ao simpático convite do meu amigo Delmar Domingos de Carvalho para que escrevesse um prefácio à nova edição do seu livro A Flor da Esperança: a sua gentileza natural e o altruísmo que o move já de si seriam razões para escrever estas palavras, em jeito de abertura.

Delmar D. Carvalho é um autor profícuo, que não escreve apenas porque lhe apetece, mas por ter assumido a missão, resultante das suas preocupações com os problemas com que o ser humano se debate na contemporaneidade, de refletir sobre essas inquietações e, o que é mais importante, de propor soluções. Estas soluções não se obtêm através de poções mágicas ou de métodos alcançáveis apenas por um grupo restrito de eleitos, mas estão ao alcance de todos, bastando para tal que haja uma alteração do modo como vemos este mundo físico, de maneira a chegar a um aperfeiçoamento que ultrapasse a materialidade.

Numa busca da simplicidade e com os pés bem assentes na terra, o Autor demonstra a sua capacidade de aliar os aspetos práticos do quotidiano aos mais espiritualmente elevados: em cada uma das 32 pétalas (nome que dá aos capítulos) desta Flor da Esperança podem colher-se saberes, quer de cariz popular (patentes no abundante uso de provérbios), quer mais transcendentes, explicados de um modo franco e desassombrado: é assim que nos revela algumas das suas vivências de infância e juventude (como na pétala 19, “A Economia”, onde narra duas memórias, uma dos seus 10 anos e outra já como adulto, a propósito da prudência que é necessário ter com o fogo), bem como evidencia as suas leituras (de poetas, como Luís de Camões ou Goethe, de cientistas, como Einstein, de pedagogos, como Coménio ou Piaget, etc.), o seu vasto conhecimento de leis (a que chama “Leis Terrenas”, afirmando, contudo, que, se o nosso estado evolutivo o permitisse, necessitaríamos apenas de uma: “A Lei do Amor vivida no nosso interior” – pétala 18), de acordos e convenções mundiais (pétala 25), de Música, Filosofia, História e tantos outros, de que os títulos dos capítulos dão conta: “A comunicação, esse desconhecido poder sagrado”, “O Sexo”, “Saúde”, “A Justiça”, “As Religiões”, “As Energias”, “Meio Ambiente”, “Problemas Sociais”, “O Belo” e muitos outros.

A sua preocupação com a Alimentação e a Educação perpassa por estes escritos. Na pétala 3, afirma que “urge dar mais valor à educação, como meio libertador das nossas potencialidades internas, tornando-as criadoras e harmónicas”. Na pétala 21 refere uma proposta de licenciatura que apresentou há muitos anos num Encontro Nacional de Associações de Pais, que incluía psicologia, nutricionismo, música, artes, grafologia, entre outras disciplinas que contribuiriam para uma formação de caráter baseada numa visão a que chama de panzoísta (a vida na sua totalidade) e pansófica (o conhecimento na sua completude), demonstrando a sua apreensão para com o modo como se negligenciam estes saberes.

Relativamente aos aspetos ligados a uma mais profunda espiritualidade, a sua opção é claramente cristã, afirmando a sua crença nos valores universais que nos unem, “rumo à Cosmocracia” (pétala 21). O livro é um constante apelo à Harmonia, ao Respeito (pela vida, pela diferença, pelo Outro), ao Amor.

Se tivesse de resumir numa frase o conselho que perpassa esta obra, escolheria a que se diz que estava no frontão do templo de Apolo, em Delfos (santuário de eleição dos Gregos da Antiguidade): “Conhece-te a ti próprio”.

Sinteticamente, esta frase (citada, mas também parafraseada em vários passos, como na pétala 5, “Bens Terrenos”, onde se defende que “O que nos falta é conhecermo-nos melhor a nós mesmos”, ou na pétala 12: “conhece-te melhor e aprende a regenerar-te”) contém uma grande singeleza e verdade: para nos conhecermos, temos de estar atentos ao mundo onde vivemos, sermos verdadeiros e buscarmos a sabedoria para poder amar o Belo e o Bem. Independentemente das crenças de cada um e do caminho que se trilhar para se atingir o mais profundo conhecimento de si próprio, o Autor propõe que, para se lá chegar, não nos afastemos do Universo do qual fazemos parte e do mundo que nos rodeia.

Expressamente inscrito na Escola Rosacruz (como explica na pétala 11) e frisando a necessidade de valorizar as Escolas de Iniciação (pétala 32), o Autor demonstra-nos que, para apreciar este livro, não é necessário ter nenhuma crença específica, mas tão só estar de “mente aberta, humilde, altruísta”, com vontade de contribuir para que o mundo que todos partilhamos seja um lugar melhor para se viver.


Adriana Nogueira
Professora na Universidade do Algarve


 

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