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Diálogos com Johann Sebastian Bach


Diálogos com Johann Sebastian Bach
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Prefácio



“O Amor é a mais profunda de todas as filosofias.
Todo o que é verdadeiramente amigo da sabedoria sintoniza-se
com a Lei mais universal de todas: A Lei do AMOR.”

Delmar Domingos de Carvalho

 

Nestas palavras de Delmar Carvalho, ouvimos o ressoar do equilíbrio entre a Melodia de um Pensar Lúcido, a Harmonia de um Sentir Nobre e o Ritmo de um Agir Saudável que se reflecte na Musicalidade da Arte Mãe de todas as Artes – o Fluir Livre e a Fusão do e no Amor.

Ao ler os livros deste autor e Amigo, é de salientar a sua capacidade de abordar temas eruditos, numa linguagem atraente, simples e acessível a todas as pessoas. Mais uma vez, encontramos estas características nesta análise esotérica de cariz rosacruciano da Vida e Obra de Johann Sebastian Bach, por meio de Diálogos intemporais, entre este imortal compositor e Domingo de la Rosa, um dos pseudónimos do autor.

A Música expressa, tal como a Filosofia, a nostalgia pela Beleza, pela Sabedoria e pela Liberdade que provém do Ser mais íntimo, da Essência de todos nós, evocando assim a nossa necessidade e aspiração pela Unidade e pelo estado de Fraternidade.

Johann Sebastian Bach é chamado por Mozart e Beethoven como “o pai da Harmonia”. É da compreensão harmónica, bastante desenvolvida no século XX pelo Jazz, que um músico pode ter a satisfação de viver livremente outros aspectos da Arte maravilhosa dos sons: Composição, Improvisação e Arranjos.

É notável nas obras deste compositor barroco, a sua aspiração pelo re-ligar à Natureza Espiritual no íntimo de todos nós.

Pensemos no Coral “Jesus, Bleibet Meine Freude” (“Jesus, Alegria Dos Homens”), final da Cantata “Herz und Mund und Tat und Leben” (“Coração e Boca e Acções e Vida”). Jesus – o Princípio - Amor que aspira nascer no Coração de toda a Humanidade – nascimento esse, facultado pela pureza de sentimentos, por acções e por uma expressão amorosa da palavra e do pensar, manifestando um estado de Ânimo de profunda Alegria e Bem-Aventurança, que elevam à Felicidade e à Realização do Ser.

Ao ouvirmos a peça já referida, bem como a “Ária da 4ª Corda” (Suíte nº 3 para Orquestra em Ré Maior), o “Arioso” (Cantata n.º 156), o “Coral n.º 4” (Cantata n.º 140), entre outras, notamos a suavidade num triângulo equilátero entre Melodia, Harmonia e Ritmo, fluindo carinhosamente no Silêncio do Universo, despertando o doce perfume de rosas no Coração de todos.

A Gratidão resplandece qual sopro de uma afável Flauta que evoca uma Sinfonia Jubilosa por existirem Mulheres e Homens, como J.S. Bach que vivem inspirados pelo e no Amor, num afectuoso Servir ao Mundo e à Humanidade.

Por fim, manifestamos a Alegria e Agradecimento para com o Amigo Delmar pelo seu trabalho e investigação que sensibilizam e contribuem para o desenvolvimento interior de todos nós!

Faro, 12 de Janeiro de 2011

José Carlos Severino e Andreia Mendonça

(Músicos e Compositores)




Notas Preliminares


A missão de BACH é de promover
a união do intelecto com o coração.
Este facto deve-se a que na sua música
existe um notável rigor matemático
que apela ao intelecto,
enquanto a Harmonia Perfeita
liberta emoções elevadas
que são preventivos para o
caminho perigoso da materialismo
.

Corinne Heline
Discípula de Max Heindel

In The Keynote of Human Evolution
Versão livre de D.D.C.


Inicialmente tinha previsto conceber uma biografia de J. S. Bach nos moldes convencionais.

Todavia, alguns anos passaram e resolvi elaborar um trabalho algo ficcionado, mas em que a realidade está presente, num imaginário Diálogo, como se este compositor, neste momento, vivesse no Mundo Físico!

Os temas desta conversa entre Domingo de la Rosa, um dos nossos pseudónimos, e este grande e imortal compositor, vão desde a sua vida, à sua obra e até à atualidade.

Tratam-se sobre eles, mas aqui e ali, aproveita-se para fazer comentários, ligando a sua vida e obra, a evolução no Tempo e no Espaço, com esta civilização à beira de grandes mutações. Uma delas está nessa linguagem do amor que é a música, na sua missão, incluindo aquela que apenas tem ritmo desordenado mas que está cumprindo a sua função de contribuir para destruir os arquétipos ou moldes das Instituições cristalizadas, cheias de caducas convenções, de materialismo caótico, de pseudo espiritualismo.

A Obra e Vida de J. S. Bach são um manancial de elementos que permite diálogos vivos, cheios de inovação, de criação epigenésica. Em nossa opinião a sua música é bálsamo para a dor que afecta miríades de seres humanos, como é fonte para a criação da música da futura civilização onde os valores universais serão vividos, mas pessoas, nas Instituições, em novos sistemas libertadores e cosmocratas.

Delmar Domingos de Carvalho

 

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