Obras Editadas


A Quinta via rumo
à Cidade da Rosa



A Quinta via rumo à Cidade da Rosa



Contracapa da Quinta Via

Contracapa




Ficha técnica da Quinta Via

Ficha técnica


Que é o corpo humano

senão uma constelação

das mesmas Forças

que formaram as Estrelas nos Céus?


Paracelso         
“O Lutero da Medicina”

(1493-1541)       


Índice


Biobibliografia ...........................................................

Comemorações e Dedicatória ......................................

Prefácio ..................................................................

Notas Prévias ..........................................................

Algumas Observações Acerca da 2ª Edição ...................

Esquema Limitado da Cidade da Rosa ...........................

Personagens Principais ..............................................

Prelúdio ..................................................................



1º Acto ..................................................................

     Cena I – Dos Céus à Terra .....................................

     Cena II- No Jardim das Rosas .................................

     Cena III – À Sombra dum Zambujo ...........................

     Breves Explicações em Molde de Glossário .................



2º Acto ...................................................................

     Cena I – Numa Universidade Aberta com 12 Salas .......

     Cena II – Viagem no Tempo e no Espaço ..................

     Breves Explicações em Molde de Glossário .................



3º Acto ...................................................................

     Cena I – Subida da Montanha .................................

     Cena II – Novas Experiências ..................................

     Cena III – Novo Ciclo .............................................

     Breves Explicações em Molde de Glossário ..................



4º Acto ....................................................................

     Cena I – Nos Céus ................................................

     Cena II – Das Terras de Acubene às Terras de Jasão ..

     Cena III - Nascimento de Quatro Gémeos ..................

     Cena IV- Do Nascimento até à Idade dos 21 anos ......

     Cena V- Lutas Internas e Externas ..........................

     Cena VI – A Luta Vitoriosa .....................................

     Cena VII – Trabalho de Grupo .................................

     Cena VIII – Reunião na Távola-Redonda ...................

     Cena IX – Planeamento e Actividades ......................

     Cena X – No Teatro .............................................

     Cena XI – Romeu e Julieta .....................................

     Cena XII – Novos Espaços e Novas Actividades .........

     Cena XIII – A Caminho do Matrimónio ......................

     Cena XIV – O Casamento ......................................

     Cena XV – Novos Planeamentos e Soluções ..............

     Cena XVI – A Caminho da Iniciação .........................

     Cena XVII – Reformas Gerais ..................................

     Cena XVIII – Reunião Universal ...............................

     Breves Explicações em Molde de Glossário .................



5º Acto ..................................................................

     Cena I - Notas Diversas ........................................

     Cena II – Na Idade do Aquário ................................

     Cena III – A Sexta Época ......................................

     Cena IV – Libertação de Cristo ...............................

     Cena V – Repouso e Nova Terra .............................

     Breves Explicações em Molde de Glossário ................



Apêndice ................................................................


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Comemorações e Dedicatória


Na concepção deste trabalho inspiramo-nos na maior parte das obras de Max Heindel, especialmente, no Conceito Rosacruz do Cosmo. Esta obra magistral, considerada por várias pessoas que não são membros da Escola Rosacruz, como a Bíblia dos séculos XX e XXI, foi editada pela primeira vez, em Novembro de 1909, nos U.S.A., com o nome de The Rosicrucian Cosmo-Conception.

Nesta hora, em que vários Centros da Fraternidade Rosacruz de Max Heindel, desde Rio de Janeiro, S.Paulo, Campinas, Brasil, Medellín, Colômbia, até à Sede Mundial, Oceanside, U.S.A., estão comemorando com diversas actividades, aderimos, humildemente, a este evento, com a publicação desta 2ª Edição, dedicando-a Max Heindel, o arauto da Idade do Aquário.

Portugal, 1 de Novembro de 2009


Delmar Domingos de Carvalho



Prefácio

A maioria das Utopias foi inspirada na República de Platão, um dos maiores intelectuais do mundo antigo. Tendo trabalhado extensivamente e em íntima associação com Sócrates, o maior socialista de sua época, Platão fez um profundo estudo das condições políticas dos Estados Gregos e das nações estrangeiras, reconhecendo o inevitável colapso das instituições corruptas, tomando como fundamentos da ética social a integridade individual e a responsabilidade coletiva.

Platão foi inovador, num tempo que demandava reformas, devido ao declínio do poder de Atenas, enfraquecida pela longa Guerra do Peloponeso, finalmente vencida por Esparta. O Estado para Platão era de direito natural. Os homens necessitavam da vida em comunidade, para que as tarefas fossem executadas especializadamente, complementando-se entre si.

“O que dá nascimento a uma cidade é, creio, a impotência de cada indivíduo de bastar-se a si próprio e a sua necessidade de uma multidão de coisas. Assim, pois, um homem traz consigo outro homem para determinado emprego e outro ainda para um outro emprego e a multiplicidade das necessidades reúne numa mesma residência grande número de associados e auxiliares; a esse estabelecimento comum damos o nome de cidade”.

A desigualdade dos homens era admitida por Platão, segundo a natureza e não segundo o nascimento. Na República de Platão as oportunidades de cada um decorreriam de suas qualidades pessoais. As mulheres teriam direitos iguais aos homens, inclusive para serem guerreiras e praticarem a ginástica nuas, conforme o uso do tempo. Também poderiam comparecer à Academia vestidas como os homens, os quais então usavam vestes mais curtas.

A concepção platônica de governo contraria o princípio de que o Estado teria emergido a partir de um contrato social. À maneira de Estado absolutista e socializante, a forma de governo não resultaria do poder da união jurídica das vontades. O poder político seria extrínseco e uniria como que de fora. O governante como um médico, decidiria em virtude de seu saber e não do saber de seus pacientes.

Para Platão há três formas possíveis de governo: monarquia, a regência de um poder centralizado; a aristocracia, o governo exercido por certa parte do povo e a democracia, o governo exercido por todo o povo. Em épocas diferentes oscilou em sua opinião. A leitura que faz Platão de seu tempo leva-o a argumentar que por conta do estado de imperfeição humana, e das diferenças naturais, não é possível que todos os homens exerçam o poder, nem é desejável que o Estado seja regido por uma grande massa imatura e despreparada. Para Platão, ao governante corresponde a função de legislar a favor do bem comum, podendo modificar as leis segundo as circunstâncias e conforme sua prudência. Para fazer respeitar as leis, o governante deve recorrer a razão, a qual lhe serve de fundamento. Pois, só ao governante, filósofo, pertence o mais alto grau de racionalidade e demais virtudes.

Na República, preferiu Platão a aristocracia, afirmando categoricamente que os governantes deverão ser filósofos. “A menos que os filósofos reinem nas cidades, ou que quantos agora se chamam reis e dinastias, pratiquem nobre e adequadamente a filosofia, que venham a coincidir uma coisa com a outra, a filosofia e o poder político, não há (...), trégua para os males das cidades, nem tão pouco, segundo creio, para os do gênero humano; nem deve pensar que antes disso se produza na medida do possível nem veja a luz do Sol a cidade que traçamos de palavra”.

Após propor seu plano de governo na obra A República, Platão escreve O Político onde argumenta que: “Já que é difícil encontrar o rei (governante) ideal, o poder do monarca deve substituir-se pela ditadura da Lei”. No Político foi partidário de um absolutismo moderado, tendo os olhos em Dion, de Siracusa: “A conclusão, pois, ao que me parece, é que a forma correta de governo é de apenas um, de dois ou quando muito alguns, se é que esta forma correta possa realizar-se”.

Em Leis, escrito na velhice e com mais realismo, passou a aceitar um regime misto de monarquia e democracia, ainda que não chegue a ser perfeito, abandonando um pouco o idealismo e atendo-se mais a realidade. Sua afirmação revela a reflexão que ele faz sobre a função das leis, argumentando que: “Um Estado, em que a Lei depende do capricho do soberano, a lei por si mesma não tem força, está, a meu juízo, muito próximo da sua ruína. Em troca, onde a lei é senhora sobre os senhores, e estes são seus servidores, ali vejo florescer a alegria e a propriedade que os deuses outorgam ao Estado”.

Todas as formas de governo quando corretamente administradas proporcionam paz e prosperidade. Todavia se há abuso, produz miséria e também a própria ruína do Estado. Por perversão, a monarquia se transforma em tirania; a aristocracia se torna oligarquia ou opressão de classe e a democracia em caos, quando a maioria é composta por cidadãos despreparados que reduzem o estado à impotência e a dissolução. O sucesso do socialismo, como uma forma da democracia, depende da inteligência e da integridade de todos. Um governo comunitário, democrático ou socialista será bem sucedido quando cada cidadão eleve o bem comum acima de seus próprios interesses, pensando primeiro em sua pátria, satisfazendo seus interesses pessoais apenas quando o bem coletivo tenha sido resolvido.

Ainda que o ideal platônico de Estado nunca tenha existido, sua concepção influenciou praticamente todas as reformas idealistas e humanitárias desde sua época.

Hiper otimistas, movidos pela convicção de que os seres humanos querem viver bem, mas que são contrariados pelas pressões externas do despotismo e da corrupção, os Utopistas sofrem pela falta de reformadores. Permanece a seguinte questão: Um mundo melhor produzirá melhores homens ou homens melhores são necessários para tornar o mundo melhor?

No presente estado civilizatório, a melhor forma de governo não depende somente das qualidades cognitivas dos governantes, mas também de seu caráter. A excelência de tal competência de governo, onde todos os homens podem participar coletivamente na sabedoria e segurança de uma liderança iluminada seria chamada por Platão como o sistema de governo do filósofo eleito. Infelizmente, homens corajosos, sábios, bondosos e honestos, não são tão abundantes no mundo em nossa época. Sob nossos presentes sistemas de governo os poucos homens que reúnem tais qualidades raramente são chamados a ocupar altos níveis de liderança, estando a maioria dos governos do mundo ocupados por políticos profissionais. Quando a liderança é exercida pelo mais sábio, incluindo em sua sabedoria sua integridade de caráter, rapidamente o progresso é alcançado. Ao contrário, quando a liderança recai nas mãos dos mais incapazes, a civilização perde o seu propósito e perspectiva. Quando os interesses pessoais se colocam acima do bem coletivo, os homens vivem no medo e na incerteza, vítimas das ambições de déspotas e tiranos inescrupulosos.

Um povo capaz de gerir seu próprio governo requer menos Estado e mais Sociedade, menos governo e poucas leis. Excesso de leis desmoraliza o Estado, provocando a psicologia da opressão e da servidão. Com poucas leis, decentes e boas, o povo respeitará seus líderes e os líderes ganharão o respeito de seu povo e as nações prosperarão em paz. A justiça será mais restaurativa e menos punitiva e os litígios serão resolvidos preferencialmente através de formas alternativas de resolução de conflitos como a mediação. Os místicos rosacrucianos identificam nesta gestão participativa e solidária o ideal aquariano de socialismo democrático.

Ao longo de várias décadas, Delmar Domingos de Carvalho tem publicado vasto material em forma de livros, e artigos em jornais e revistas editadas em Portugal, e também em outros países, apontando para reformas estruturais nas várias áreas da vida humana. No presente trabalho, “A Quinta Via rumo à cidade da Rosa”, uma Utopia de uma nova ordem mundial, pautada no altruísmo e na solidariedade, a rosa, simbolicamente, parece estar associada à luz anímica, que iluminará o plano individual e coletivo. Para o autor, a chave dos problemas está na Quinta Via e nela residem as grandes soluções, não só para a nossa renovação interna, base para as mudanças externas, como para a criação de novas e melhores instituições. E essa VIA leva-nos à construção da Cidade da Rosa, no nosso interior e no exterior, ambos intimamente ligados à Unidade da Vida Cósmica, pois a rosa, além de ser a rainha das flores, é símbolo mítico e esotérico. Palavra que nas mais diversas etimologias desvela a Liberdade, a Luz libertadora da Sabedoria, a Beleza, a Paz, a Fraternidade e a Vida.

Nesta obra surgem 12 personagens principais. 12 é um padrão arquetípico que pode estar associado aos doze signos do zodíaco, simbolizando, portanto, toda a humanidade. O autor convida cada leitor a ser ator e cada leitora a ser atriz, participando com o seu ritmo e a sua única e singular Individualidade na União com a Unidade da Vida, na Construção da Cidade da Rosa, numa nova e melhor civilização.

Rio de Janeiro, Brasil, 30 de Agosto de 2009

Alexandre David Oliveira Passos
Psicólogo, Especialista em Psicanálise e Saúde Mental




Notas prévias


A Rosa que a tua

visão exterior contempla

floriu, assim, no

Criador, desde o “Princípio”



Angelus Silesius


Do nada, nada vem; nem nada se cria.

Face a esta realidade, é evidente que, ao concebermos este trabalho, num esquema sintético, para a concretização dos Ideais, mais ou menos íntimos em cada ser humano, servimo-nos de vários estudos e arquétipos anteriormente expostos.

Na nossa essência existem profundas aspirações e ideais que, em grande parte, têm norteado a nossa vida.

Por isso, obras, como A República de Platão; A Cidade do Sol de Campanella; a Utopia de Thomas More; e outras, desde cedo, nos mereceram uma atenção mui especial.

Mais tarde, fomos descobrir maravilhosas concepções nas obras de Coménio, nas de Paracelso e noutros destacados membros da Escola Rosacruz.

O mesmo sucedeu com várias leituras do Fausto de Goethe, também este outro arauto desta Escola de Pensamento.

Daí que, ao longo de dezenas de anos de estudos, tenhamos publicado vários artigos em jornais e revistas editadas em Portugal, como em algumas de outros países, apontando para reformas estruturais nas várias áreas da vida humana, incluindo sobre a construção da União Europeia e acerca do longo caminho para o futuro Governo Mundial.

Com mente aberta, e numa concepção panzoísta, procurámos unir os elementos desta Escola com outras faces da Verdade, designadamente de Gandhi, de Bertrand Russell e outros varões assinalados.

Dentro desta dinâmica somos o autor de alguns trabalhos publicados sob pseudónimos desde Rosâmide a Domingo de la Rosa.

Agora, surge esta modesta obra de acordo com a visão, a nossa concepção sobre o caminho mais curto para a concretização das antiquíssimas aspirações de uma nova Idade de Ouro a que lhe demos o nome de: A QUINTA VIA RUMO À CIDADE DA ROSA.

Dentro das nossas potencialidades, procurámos acrescentar algo de novo, original, fazendo uso da epigénese.

Cabe a cada caro leitor analisá-la, melhorá-la, dado que todos temos o dever e o direito de participar na construção de um Mundo melhor, que só o poderá ser, se o for para todos.

Sabemos que das aspirações até às concretizações há um longo caminho a percorrer, mas há que segui-lo, cada qual no seu ritmo.

Com pensamento positivo, com paciência e persistência, e, acima de tudo, com serviço amoroso e humilde, conseguiremos viver nessa maravilhosa cidade onde a Paz, a Segurança, a Justiça Amorosa, a Saúde, a Luz, a Beleza e a Fraternidade serão realidades.


Delmar Domingos de Carvalho

 

Algumas observações acerca da 2ª Edição


Fazer com que cada um compreenda todas as coisas

e que cada ser humano realize obras sem defeitos.


João Amós Coménio
(1592-1670)

In Pampaedia

 

Atendendo a diversas opiniões de pessoas amigas e de leitores, dado que mais ou menos elas coincidirem com o nosso ponto de vista, temos vindo a ponderar a elaboração de uma nova edição que acaba por se concretizar, em que, além da inclusão do sapiente Prefácio do nosso amigo Alexandre David, foi realizada uma revisão mais profunda, como procurámos melhorar o enredo, surgindo notas explicativas no final de cada Acto ou Fase.

Deste modo a obra está muito mais valiosa, como permite, com mais facilidade, a sua adaptação ao Cinema, como ao Teatro e a outros Meios Audiovisuais, mais ou menos idênticos aos maravilhosos trabalhos que existem sobre a magistral obra o Fausto de Goethe, ou sobre algumas das peças de Shakespeare, é claro, com as devidas distâncias que as separa, na medida em que somos um neófito.

Aproveitamos para dar algumas notas explicativas.

Assim, este Drama Cósmico está dividido em 5 partes, porque este número encerra a proporção áurea, da beleza cósmica, como de cada microcosmo, como ela é usada em muitas obras de grandes pintores, escultores, arquitectos, escritores, seres humanos mais ligados às artes e às letras, como até às ciências.

Por outro lado, a acção surge não numa forma linear, mas cíclica e espiralada, em que a maioria das personagens actuam como se não houvesse tempo, ou melhor ainda, realizam a sua actividade numa dinâmica cósmica relacionada com o Macrocosmo onde a Terra se insere, num plano em que o passado, o presente e o futuro, estão contidos num eterno presente.

No último Acto ou Fase, a evolução atingiu um nível, em parte já do começo do Quinto Período, denominado na Escola Rosacruz, por Júpiter, em que o mundo mais denso será etéreo e como tal não haverá a necessidade da Lua, como deixará de ser necessário a reencarnação.

Nesse campo, ver o Diagrama de Max Heindel na sua magistral obra O Conceito Rosacruz do Cosmo, sobre a evolução nos 7 Períodos, e a sua relação com os 7 Dias da Criação.

Explicar-se-ão as razões dos nomes das personagens, em que a par de alguns bem conhecidos, como Cristina. Madalena, Rafael, Vitória, Miguel, Francisco, entre outros, há os que são símbolos ligados aos 7 Logos Planetários, como criações relacionadas com Cristo, com Javé, e assim por diante.

Cristina e Madalena são os que, para nós, têm uma grande carga afectiva, no caso de Madalena, esta surge também simbolizando o planeta Vénus, e tudo isso tem a sua razão de ser. Ambas são personagens do popular romance A Morgadinha dos Canaviais, do médico Júlio Dinis, adaptado ao Cinema, etc, em que elas surgem como pessoas de carácter, seguindo os valores universais.

Por outro lado, se tivesse vindo até nós alguma filha, teria um desses nomes, como o têm pessoas amigas. Também o nosso amigo e mestre Francisco Marques Rodrigues escreveu as suas Cartas a Cristina, cheias de luz e de amor.

Rafael tem uma ligação ao Iniciado rosacruz, célebre pintor, e está também como símbolo de Neptuno, na medida em que ele foi um nobre exemplo de canal da Luz Divina, como do Seu Amor e Beleza, tanto na sua vida como na sua obra, cheia de inspiração criadora e de Harmonia e Luz cósmicas. Como bem disse Max Heindel como sua esposa, Augusta Heindel, ele representa o tipo de personalidade pineal, glândula que é regida por Neptuno, o portador do Sol espiritual, que eleva o ser humano ao estado divino.

Também se explicarão certas passagens do enredo, demasiado herméticas, como, por exemplo, no começo do 4º Acto, em que 4 Egos vêm reencarnar, fazendo viagem desde as terras de Acubene, estrela brilhante da Constelação de Câncer, até às terras de Jasão, este ligado ao Signo de Áries, ou seja, levam os 9 meses da gestação para de novo voltarem ao mundo, em plena Primavera, no período da renovação da Vida, para todos os seres. Isto permite uma fácil adaptação ao Teatro, Cinema etc, mudando os cenários consoante os meses que decorrem, que incluem o lazer, a colheita, o Natal, o Inverno e a Ressurreição do Senhor da Luz, a personagem principal, que representa Cristo e todo o ambiente ligado à Pascoa, como cenários nos planos menos densos, numa perfeita interligação entre todas as formas de vida.

A par destes ambientes, mais herméticos, surgem outros em sintonia com a vida mais simples, mas sempre com uma dinâmica em que o Amor e a Luz estejam sempre presentes, incluindo na cena romântica entre a formosa e genial bailarina, Elsa, e o Cristófilo, personagem que surge com muita frequência, no caso estava assistindo a um bailado em que o Cupido acertou em cheio, em seu coração, pela nova Isadora Ducan.

Delmar Domingos de Carvalho



Esquema limitado

da Cidade da Rosa


Constituída por 12 grandes CASAS, a CIDADE DA ROSA é uma incomensurável rosácea com 12 pétalas, abrangendo a zona da esfera celeste onde existem as 12 Constelações.

Nela estão os diversos microcosmos, desde as estrelas dos céus até às estrelas dos mares, como dos átomos até aos seres humanos.

Tudo está em plena actividade, com velocidades diferentes, consoante o estado evolutivo de cada onda de vida, algumas poderão trabalhar a velocidades superiores à da luz, como com capacidades diversas de actuação, desde, somente nesta areia, que é a Terra, no Espaço, qual planeta anão, até a actividade em diversos sistemas solares.

Na sua forma vemos o ponto, a linha e o círculo.

De um ponto tudo parte, diversas linhas que formam diferentes círculos em números ilimitados, assim temos uma expressão mais ou menos abstracta da criação, a actividade macrocósmica.

Na realidade, o ponto, como símbolo abstracto, é a origem de tudo, donde tudo emana, onde tudo evolui, onde tudo tem o seu ser, ou seja no Macrocosmo, no Absoluto.

Por meio do ponto e da linha, criamos o pentágono e o pentagrama, formas da expressão da Vida.

Neste drama cósmico, a acção desenrola-se em 5 actos desde as Terras de Jasão, ou seja, de Áries até ao Reino dos Monstros, Piscis.

Em cada grande área percorre-se 5 degraus, os primeiros que nos conduzem à libertação e a novos e maravilhosos voos de actividade.

No final, em Apêndice, estão alguns Diagramas da obra magistral de Max Heindel, O Conceito Rosacruz do Cosmo, como outras explicações que nos ajudarão a perceber todo este esquema, incluindo os diversos níveis evolutivos.

Lembremos que as 9 Sinfonias do genial rosacruz Beethoven simbolizam as noves iniciações menores, na última, estamos ao nível de Irmão Leigo, Max Heindel, 5ª etapa do caminho da Iniciação Rosacruz.




Personagens principais:


No 1º e no 2º acto, 12, ou sejam: Senhor da Luz, Hermes, Madalena, Lúcifer, Zeus, Mão Dura, Senhora da Forma, Alquimista, Rafael, Senhor do Fogo, Cristina e Teófilo.

No 3º acto, juntam-se Cristófilo e Rosa da Luz; no 4º Acto surgem ainda Vitória e Miguel.

Finalmente, no 5º acto, as personagens vão surgindo, até que atingem a cifra 144 OOO.

Lembremos que a acção desenrola-se num eterno presente, embora com um passado longínquo, em que as personagens, vão e voltam, como num ciclo da água, por vezes, com o mesmo nome!

Nota: O leitor também é actor; tal como a leitora é actriz, porque neste drama cósmico temos sido há milhões de anos, ora comediantes, ora dramáticos, ora trágicos, ora de tudo um pouco, cada um de nós ora foi ou é actor ou actriz.

Participemos porque todos somos chamados, todos somos iguais e diferentes.

Todos somos parte dos diversos Sóis e Terras que enchem o Universo, porque, embora evoluindo neste planeta, somos cidadãos universais.




Prelúdio

Que símbolo fecundo

Vem na aurora ansiosa?

Na cruz morta do Mundo

A Vida, que é a ROSA.


Fernando Pessoa


A acção desenvolve-se em 12 ESPAÇOS incomensuráveis, cada qual dividido em vários planos e regiões, que se interpenetram e se interligam.

Doze são as personagens que neles e nelas se movimentam, as quais multiplicadas por 12 nos dão 144, o número simbólico da Humanidade que vencerá as diversas provas ao longo da evolução, os eleitos no Apocalipse do discípulo amado de Cristo, S. João Evangelista, Christian Rosenkreuz, Cristão Rosacruz.


Chama-se Cidade da Rosa.

Porquê?

Rosa, símbolo de Liberdade, de Fraternidade, de Luz, de Paz, de Beleza, de Virtude; símbolo que está no Princípio, que encontramos com todos aqueles significados nas mais diversas etimologias dos idiomas da Torre de Babel, desde a persa, rosanan, os Filhos da Luz, até ao grego e às línguas latinas, germânicas e anglo-saxónicas, em que em algumas surge Rose, com as mesmas letras que Eros, o deus do Amor, com o mesmo valor numerológico, e noutras.

Ela é símbolo mítico, ligado a cultos antiquíssimos, desde os em honra de Mitra até à cultura greco-latina, em que é consagrada a Vénus, a estrela da manhã, como ao Sol como é símbolo esotérico nas Escolas de Iniciação, caso da Rosacruz.

E porquê a QUINTA VIA?

Porque o número 5 está ligado ao pentágono onde está encerrada a secção áurea ou a divina proporção.

Ele é o símbolo da Vida expressada nas diversas formas da criação e do ser humano que aspira à libertação; ele está na estrela de 5 pontas, o pentagrama, o traje dourado nupcial.

Este número é igual a 1 + 4, ou seja: 1, símbolo da Unidade, do Espírito, da Vida, que anima todas as formas que involuem e evoluem na Terra e que estão crucificadas, como Platão tinha já observado; quatro são os elementos, que encontramos na cruz, com quatro ramos, ou direcções, ou sejam as letras INRI que foram colocadas no cimo da cruz do Gólgota, considerado como o Drama do Calvário, mas, na realidade, faz parte do Drama Cósmico, sendo um momento de profundíssimo valor na evolução na Terra, como no nosso sistema solar, ligado ao Cristo Cósmico e a toda a criação, dum modo muito especial ao ser humano.

Analisando: I, primeira letra do elemento água, em hebraico, “Iam”; N, de “Nour”, fogo; R de “Rach”, ar; e I de “Iabeshah,” terra.

Se observarmos a ligação destes números com o alfabeto grego, por exemplo, temos o nº 1, ligado à primeira letra, alfa, e 4 à quarta, ou seja, D, Delta, que tem a forma de um triângulo, ela é a terceira consoante neste alfabeto.

No alfabeto hebraico e noutros antigos o E era consoante; no grego, épsilo, ela é a quinta. No hebraico, Hei, tem valor cabalístico de 5, letra que nesta rica cultura está ligada ao Poder Criador Divino.

Temos aqui mais elementos para uma profunda análise os quais muito comunicam se os interligarmos.

Daí que o número cinco seja de grande valor simbólico em todas as civilizações do Oriente ao Ocidente.

Por isso, ele foi o escolhido como símbolo do caminho mais rápido para a construção da Cidade da Rosa.



Um dos orgãos de Comunicação Social que informou acerca deste nosso trabalho.

Escolhemos o jornal “A Comarca” por diversos motivos:

1) Ter a sua sede em Figueiró dos Vinhos, “A Sintra do Norte”, onde nasceram a nossa querida esposa, Professora Maria Amélia, e os nossos queridos filhos, muito embora nessas datas viviamos em Ourém e em Leiria;

2) Passou a ser editado a cores;

3) É terra dos grandes escultores Simões de Almeida (sobrinho) usando este último nome para evitar a confusão com o seu tio, com o mesmo nome.

O primeiro entre diversas obras de renome, está o Busto de República que se encontra na Assembleia da Republica, em Lisboa, a qual foi inserida em moedas após 1910, como está uma réplica na Câmara Municipal, donde é natural.


O Jornal A Comarca

A Quinta Via rumo à Cidade da Rosa, no jornal A Comarca


 

A Quinta Via rumo Cidade da Rosa - 1º Acto   (PDF)
Neste acto ou fase, cada ser humano que, de novo veio ao mundo no sexo masculino, simbolizado na personagem, Teófilo, se encontra desiludido não só da “vã ciência” como das religiões populares. Depois de as ter estudado, seguido, aspira a faces mais elevadas da Verdade.

 

A Quinta Via rumo Cidade da Rosa - 4º Acto   (PDF)
Chegámos à concretização dos Ideais da Quinta Via.
A Cidade da Rosa florescerá.
Cada actriz e cada actor num total de 72 000... será como um Parsifal, aprendendo a usar altruisticamente e com humildade todo o seu Poder.


Algumas opiniões sobre a 2ª Edição do Livro:

A Quinta Via, Rumo À Cidade da Rosa


Embora ainda não tenha sido lançado este trabalho, contudo tem sido já alvo de algumas opiniões, entre elas:


“Se o meu professor de História tomasse conhecimento desta obra, diria:

Abençoados pais que têm um filho tão aplicado”.

José Luciano de Basto

Diretor do Jornal
Notícias do Bombarral, Nº 530,
1 de Dezembro de 2009

 

“...queremos felicitarlo por todo el trabajo realizado, el cual sabemos que ha requerido mucho tiempo de investigación; pero sobre todo, lo que más valoramos, es el amor desinteresado con el que se ha realizado e compartido.

Que el Padre los siga bendiciendo a ustedes y a su maravilloso trabajo!”

Arquiteto José Maria Subirachs

Membro da Fraternidad Rosacruz de Max Heindel,
do Paraguay

Nota pessoal: Um dos Centros mais ativos e criativos da The Rosicrucian Fellowship.

 

“...trata-se de um trabalho importante”

Alexandre David

Psicólogo, especialista em Psicanálise e Saúde Mental,
Membro da Fraternidade Rosacruz de Max Heindel,
Centro de Rio de Janeiro, Brasil



Temos muito a agradecer a todos os diversos Centros da Fraternidade Rosacruz de Max Heindel, espalhados pelo mundo, mas a este de um modo especial, pela sã e fraterna amizade que a todos nos une, como ao trabalho que tem exercido, por vezes singular, caso da Página na Internet e onde é seguido de modo elevado, os ideais do trabalho de grupo sem líderes para bem da Humanidade e para glória de Deus.

Todos os restantes Centros têm feito o melhor possível, de acordo com as condições de cada País, de cada Região, para que a Grande Obra seja cada vez mais conhecida, dignificada em obras e em exemplos.

 

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