Como construir a nossa Casa



É legítima a aspiração de possuir uma casa própria; de mandá-la construir ou adquiri-la, onde possamos viver com o mínimo de conforto, em boas condições sanitárias, enquanto existirmos neste Mundo Físico.

Contudo, acima deste direito à habitação condigna, devemos procurar edificar a nossa casa espiritual, o nosso Templo Interno, que é a base para o verdadeiro progresso evolutivo, incluindo para se ter real direito à casa terrena, pois quem não cumpre os seus deveres, poderá ter direitos?

Cristo, o Senhor da Luz e do Amor, alertou-nos para subirmos as nossas aspirações, por outras palavras, para cumprirmos as Leis Divinas ou Cósmicas, pois o resto nos seria dado por acréscimo; possuiríamos um corpo mais belo e grandioso que aquele que, por vezes, anda cheio de adornos e luxos desnecessários. Seria mais belo que o dos lírios, ou o das aves.

Neste caso, que material devemos usar para construir essa casa, esse corpo espiritual a que alude S. Paulo? Como é que será edificado?

Bem, para a base, para os alicerces, escolhamos humildade, fé, fortaleza e paciência. Assim, evitaremos a construção de vãs ilusões, os castelos no ar, possuiremos uma base que segurará a parte restante, a qual não será derrubada por ventos alguns, nem tempestades, ou terramotos, vulcões ou maremotos.

No nível onde se instalará a cozinha, escolhamos a temperança, cujos aromas, que pela chaminé serão irradiados, terão o perfume das rosas... de uma mesa naturista e não dos cheiros provenientes do consumo de produtos que intoxicam e originam putrefacções. Neste compartimento apenas haja sã alegria, paz, harmonia, nada de ruídos, nem preocupações mas um estado de gratidão e de confiança.

Nos quartos de dormir escolhamos a castidade, o pudor, a alegria sã; na sala de estar, a sã convivência, o respeito mútuo, a conversação edificante, evitando-a sob os sons de televisões ou rádios, etc, que, além de interferirem, perturbam a concentração, como desperdiçamos energias. Por outro lado, não será uma falta de respeito, conversar sem estar ligando quase nada ou nada, à música, a quem a produziu etc?

As janelas devem estar bem abertas não só para o ar puro, como para tudo que seja construtivo, que deixe entrar a Luz divina, o que exige mente aberta, livre de fundamentalismos, de convenções e preconceitos. Ao mesmo tempo, há que cerrar para tudo o que seja de baixo nível. As portas sejam feitas de Puro Amor para receber a todos com consideração, sejam quais forem as suas condições sociais ou outras, mas revestidas de prudência, porque sejamos bons, mas não parvos...

Para as paredes, como para o telhado, escolhamos a justiça, o serviço desinteressado, o perdão, a harmonia, a perseverança, aliada da prudência e da fortaleza de modo a que não haja aberturas, fissuras, por onde poderão entrar os inimigos negativos, os elementais, etc.

No cimo do telhado, coloquemos a chaminé da Fé, com a antena, ou melhor uma parabólica com 7 satélites da Flor da Esperança que ilumine o caminho, jamais fraquejando.

No jardim como na horta apenas flores e frutos ligados aos aromas rosáceos do eterno perfume.

Desta maneira, ao redor dessa CASA somente haverá Pureza, Tranquilidade, Paz e Amor.

Toda a construção tem de ser realizada com muita diligência, com profunda concentração, orando e trabalhando, aproveitando todas as oportunidades, criando outras, com a nossa capacidade de inovação, base do progresso.

Atenção, esta Casa ou a edificamos com perseverança, ou a seu tempo, quando as condições evolutivas terrenas exigirem corpos etéreos, não poderemos entrar.... Então, teremos de esperar miríades e miríades de anos por outra evolução, num estado muito difícil pois apenas só com nu espírito estaremos como que num vazio profundo cujo limite temporal será uma incógnita.

Que fique claro no plano divino jamais alguém ficará perdido para sempre. Em Deus nada se perde, muito menos uma parte d’Ele.

Mãos à obra.

Neste caso, cada qual terá de ser o pedreiro, o servente, o mestre, o músico, o médico, o enfermeiro, o fisioterapeuta, o professor, o pintor, o escultor, o jardineiro, o arquitecto, o engenheiro, o cozinheiro, o agricultor, o serralheiro, terá de ser obreiro em todas as artes e ofícios.

 

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