Os Nomes, os Apelidos

são anteriores à formação das Nações



É intuitivo conceber que os nomes, especialmente, os apelidos, de um modo geral, são anteriores á formação das nações.

Quando estas se constituem, já as pessoas lá viviam, ou foram para essas zonas, como novos colonizadores, por vezes, ali se fixando de tal forma que os seus naturais acabam por assimilar a cultura, o idioma do colono.

Assim, numerosos intercâmbios culturais têm sido realizados e vão continuar cada vez mais. Quantos idiomas já não desapareceram? E quantos estão em vias de passar à história?

Com as diferentes colonizações, com as numerosas emigrações e imigrações, eis que os apelidos vão também sofrendo algumas alterações, de tal forma que, no presente, não é fácil descobrir a sua real origem.

Temos de novo investigar com mente aberta, livre, evitando especulações mais ou menos fantasiosas.

Em Portugal temos muitos apelidos que têm origem hebraica. Alguns serão anteriores à formação do nosso país.

Por isso não será de admirar que D. Afonso Henriques tenha escolhido para seu ministro do que hoje se chamaria da Administração Interna, o judeu Jachia ibn Jaisch, como, ao longo de anos, aqui viveram sábios judeus que muito contribuíram para o progresso de Portugal. Não foram só hebreus, aqui se fixaram pessoas de vários países, daí a universalista cultura lusíada, oposta aos fanatismos. Com a inquisição, eis que este país ficou a dormir, e ainda não acordou... verdadeiramente.

O nosso apelido é de origem hebraica, como muitos outros, desde Pereiras, a Cunhas, Sousas, Brandão, Andrade, Pessoa, Aragão, aos Soares, Silvas e tantos outros, como Mesquita, Meneses, Camões, Campos, Medeiros, Ribeiro, Fonseca, Cão, Dias, etc.

Quantos, depois da Inquisição, não tiveram que alterar os seus nomes?!!!

Bem, os Cunha terão sido os Khunas, hebraico (sacerdote religioso) em cujo brasão vemos por exemplo, 9 cunhas, como Sousa terá vindo do hebraico Sôse que significa abrir, brotar, com efeito, no brasão antigo desta genealogia, podemos ver uma flor com quatro crescentes, pétalas, formando uma cruz, ou melhor uma rosa de quatro pétalas, que se denomina caderna.

Se lermos alguns dos nomes de judeus portugueses, vemos: Francisco Ribeiro que foi capitão lusitano; Isaak Aboad de Fonseca, o primeiro rabino americano; como a célebre Maria Nunes, essa bela jovem que teve de sair de Portugal, por quem um capitão inglês se enamorou; este apelido faz-nos lembrar o grande português de descendência judaica, Pedro Nunes; a família com o apelido Brandão, como David Brandão, João Francisco Brandão, e outros como Diogo Cardoso, Abraão da Costa; o sobrenome Cão liga-nos ao grande descobridor, Diogo Cão; como Dias, a Bartolomeu Dias, etc.

Enfim, quantos apelidos portugueses com raízes hebraicas, como de muitos outros povos.

Por isso, a nossa cultura é universalista e é essa que temos de dar ao mundo na construção do V império, levando a cultura lusíada, livre, fraterna, tolerante, inovadora.

 

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