Sessão de apresentação dos livros


A QUINTA VIA RUMO À CIDADE DA ROSA,

2ª Edição

SOLIDARIEDADE? NÃO E SIM
– FRATERNIDADE? SIM

No Auditório Municipal do Bombarral

I Parte

Pouco passava das 16 horas de 30 de Outubro de 2010, num dia bastante chuvoso e ventoso, com cheias em algumas localidades do País, quando este evento teve início.

Coube à bailarina Elsa, a Julieta da Cena XI, ROMEU E JULIETA, do 4º Ato do Drama Cósmico, a Quinta Via, a abertura, continuando o bailado que tinha iniciado com outras bailarinas e bailarinos em número de 14, na Cena anterior, NO TEATRO.

Sob os melódicos e harmónicos sons de um Quarteto de Clarinetes do Conservatório local, ligados ao CCMB, da composição com o mesmo nome do título da Cena, de Tchaikowsky, foi bailando até que Romeu, Cristófilo, um dos atores do Grupo de Teatro Amador “OS LENDÁRIOS” da Delgada, Bombarral, saiu do Teatro, mas logo regressa, seu coração tinha ficado a pulsar mais rapidamente pela bailarina, Elsa. Terá sido um acontecimento já previsto no plano cósmico, o encontro com a sua futura esposa, a sua princesa?

Dirigindo-se à bela donzela, cumprimenta-a, respeitosamente.

A união fortifica-se cada vez mais, após um beijo, abraçam-se com profundo amor.

Todavia, ouvem os sons musicais que os atraem com mais vigor, ambos sentiam prazeres superiores com as artes, especialmente, com a música.

Seguiu-se um diálogo entre os dois sobre o valor desta linguagem universal, também, conhecida pelo idioma do Amor.

A ação desenrola-se e eis que surge Vitória, mãe de Cristófilo, dirigindo-se até aos dois apaixonados, falando sobre vários temas de valor para ambos.

 

Vitória dá conselhos ao filho e futura nora
Momento em que Vitória dá alguns conselhos a seu filho
e à sua futura nora, num palco improvisado...

Como tudo está em movimento, eis que Cristina, irmã de Cristófilo, e já iniciada, vai até aos dois enamorados, trocando cumprimentos muito fraternais e amorosos.


Momento fraterno entre Cristina e Elsa
Momento fraterno entre Cristina e Elsa sob o olhar atento de Cristófilo


Elsa lê a mensagem de Isadora Duncan
Elsa, a Julieta, que bailava como a Isadora Duncan do século XXI,
lê a mensagem desta grande bailarina cujo corpo irradiava música.


Mensagem de Isadora Duncan à Humanidade
Eis o texto, versão livre do autor, que continua muito atual.

Nas Notas Prévias lembramos que este trabalho permite que cada leitor ou cada leitora possa e deva intervir, melhorar o enredo, preencher algumas lacunas como as que existem nesta Cena, como se fosse música de Jazz ou uma composição de J.S. Bach, em que faltam notas e cada qual terá de preencher com a sua capacidade de criação.

No caso, preenchemos em sintonia com a nossa amiga, Encenadora do Grupo de Teatro, Dª São Correia, fazendo com que Miguel, pai de Cristófilo, no final da Cena, colocasse um ornamento ogival com sete rosas naturais, símbolos das sete virtudes, na medida em que Elsa ia seguir o caminho ascensional com grande vigor de tal modo que elas iam florir em sua cruz.


As cinco personagens que atuaram nesta Cena

Eis as cinco personagens que atuaram nesta Cena, Vitória, Miguel, Elsa, Cristófilo e Cristina. No peito de Elsa, as 7 rosas, num vestido da cor da pureza, enquanto os 4 músicos tocavam a bela composição, Romeu e Julieta de Tchaikowsky. Nesta foto estão dois ao fundo.

Embora sejam amadores, souberam representar com maestria, vivendo as diversas personagens.

Os nossos profundos agradecimentos ao Grupo de Teatro Amador “Os Lendários” bem como ao CCMB.

Nota: As fotos até aqui inseridas foram cedidas, gentilmente, pelo Jornal ÀREA OESTE.

O nosso muito obrigado.


II Parte

Após a performance teatral da Cena XI pelo Grupo de Teatro Amador “Os Lendários” com a valiosa colaboração dos músicos do CCMB, entrou-se na apresentação dos livros.

Abriu a Sessão, a Dr.ª Joana Patuleia, Vice-Presidente e Vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Bombarral que agradecendo a todos a presença, e de modo especial a atividade do autor, da Editorial Minerva, da colaboração da professora doutora Adriana Nogueira, da Universidade do Algarve, do Grupo de Teatro “Os Lendários” que têm dado positivos contributos na área cultural, e ainda do CCMB e da Livraria A Caneta Azul, enalteceu a capacidade do autor, um aglutinador de vontades que conseguiu mais uma vez unir duas Entidades ligadas à Cultura de modo que, em trabalho de grupo, tudo acaba por ter um êxito muito maior o que é muito importante.

Falou de seguida, o Diretor Literário da Editorial Minerva, Dr. Ângelo Rodrigues que mais uma vez teceu elogios aos trabalhos do seu amigo Delmar Domingos de Carvalho. Desta vez, apresenta-nos dois livros magníficos, realçando a sua capacidade de criar, numa média de 3 livros por ano, obras com temas profundos, com criações inéditas.

Os seus trabalhos abrangem diversas áreas desde a sociologia, a antropologia, a história, a biografia, o teatro, a poesia, a teologia, a filosofia e, neste caso, numa ligação à Escola Rosacruz da qual ele faz parte, Escola que tem um grande valor pela defesa dos valores intemporais, pela defesa dos direitos humanos. Todavia, é no ensaio que ele “dá cartas”, é um grande especialista.

Suas obras servem para avivar a nossa memória para os valores universais e sem procurar ensinar, ele ajuda-nos a refletir, a pensar, como um verdadeiro discípulo de Sócrates.

Mas, ele é ainda “um animal político”, um reformador do século XXI, que sabe usar a escrita e os temas para alertar, para julgar sem ferir, porque, acima de tudo, as suas obras são uma dádiva do Amor Fraterno e Universal.

Ler as suas obras é enriquecer a nossa alma, oferecê-las é uma boa prenda de Natal, até porque elas daqui a 500 anos vão ter um valor incalculável.

Vamos ouvir a professora doutora Adriana Nogueira e o autor que, além de um grande escritor, é também um excelente orador.


A mesa
A mesa, Dr. Ângelo Rodrigues, Dr.ª Joana Patuleia, o Autor,
Professora Doutora Adriana Nogueira e Dª São Filipe.

Elsa lê mensagem de Isadora Duncan
Um aspecto parcial da assistência.

Em seguida, Adriana Nogueira fez uma análise das obras, incidindo muito mais sobre o livro Solidariedade? Não e Sim e Fraternidade? Sim, em que realçou a forma como o autor comunica, com clareza, por vezes, numa obra que, não sendo de poesia, ela tem frases poéticas, revelando a capacidade do nosso amigo Delmar para comunicar.

Um dos pontos que ele realça é a chamada solidariedadezinha, qual caridadezinha aquela que no seu ponto de vista está no que chamou de Solidariedade? Não.

Ao longo do livro, embora de modo resumido, abarca numerosas associações, movimentos ligados à Solidariedade, como à Misericórdia, às Associações Humanitárias e outras, como a AMI, fundada pelo português, Dr. Fernando Nobre, como a Cruz Vermelha, etc, cuja dinâmica apontam já para uma vivência fraternal.

Como ele diz, urge conhecermo-nos melhor a nós mesmos, para deste modo melhorar os sistemas e esta civilização. Há que vencer os muros que separam as pessoas por motivos de preconceitos, de vaidades, de orgulhos, de materialismos.

Um dos pontos que é muito realçado, é o Ideal de Cristo, viver os Seus ensinamentos, que para o Sr. Delmar tem um valor muito especial.

Outro pormenor de grande interesse é a forma como ele escreve, nunca querendo impor nada a ninguém, embora seja um homem de fortes convicções.

Quando ele deseja chamar a atenção para determinados ideais ou ideias, ele usa as letras maiúsculas.

Eu penso deste modo, mas ninguém é obrigado a pensar do mesmo modo, incentivando a que cada qual pense por si.

Outro ponto interessante é a diferença entre solidariedade e fraternidade, em que aquela aborda o sofrimento visível e esta, o invisível, o que exige mais amor, mais dádiva de cada pessoa, o que contribui para a solução real dos problemas internos e externos de cada pessoa.

De seguida, procurámos esclarecer algumas dúvidas levantadas, desde o que, em nosso ponto de vista, é a solidariedadezinha, encapotada de hipocrisia, de orgulho, até às reformas que são necessárias para resolvermos devidamente os problemas atuais.

Desde os problemas com os muros que nos dividem até às injustiças sociais, às censuras, aos preconceitos, aos métodos usados quais discípulos de Maquiavel, que abundam por toda a parte e até em pessoas que se intitulam como cristãs e humanistas, ao meio ambiente, por isso, somos vegetariano, por isso e não só, pelo amor aos animais, enfim procurámos abordar os grandes problemas que nos afectam e que nas duas obras foram equacionadas, ambas ligadas aos ideais muito antigos da construção da Fraternidade Universal.

Por fim, Ângelo Rodrigues agradeceu a colaboração de todas as pessoas, incluindo da Edilidade Local, como louvou o trabalho da Livraria a Caneta Azul em prol do livro, da cultura.

Esperamos que o nosso amigo Delmar continue o seu valioso trabalho literário e não só para bem de todos nós e que a Editorial Minerva tenha a honra de continuar a editar as suas obras.


Outro aspecto parcial da assistência
Outro aspecto parcial da assistência.

 

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