Rosacruzes pioneiros dos

Direitos Humanos



Entrada da Sede da Fraternidade Rosacruz de Max Heindel, em 1936
Entrada da Sede Mundial, em Oceanside,
da Fraternidade Rosacruz de Max Heindel, foto em 1936.


Max Heindel e os Direitos Humanos


Um dos temas que não tem sido abordado acerca da obra do arauto dos Rosacruzes relaciona-se com os direitos humanos, uma área onde os Rosacruzes são os pioneiros.

Lembremos João Amós Coménio, (1592-1670) considerado e bem nos meios académicos e em Organismos Internacionais, como o pioneiro da democratização do ensino, defendeu em sua obra Didáctica Magna o direito à educação universal, afirmando: Todas as crianças devem ser enviadas às escolas não apenas os filhos dos ricos ou dos cidadãos principais, mas todos por igual, nobres e plebeus, ricos e pobres, rapazes e raparigas, em todas as cidades, aldeias ou casais isolados. E mais à frente alerta que não vê motivo válido para que as mulheres devam ser excluídas dos estudos.

Ora, como é consabido só em 1989 é que foi aprovada pela ONU a Convenção sobre os Direitos da Criança e nos seus artigos 28º e 29º surgiu o reconhecimento do direito da criança à educação na base da igualdade de oportunidades, sendo o ensino primário obrigatório e gratuito para todos.

Portanto, o rosacruz Coménio, patrono da UNESCO adiantou-se mais de 300 anos, como em outros assuntos estamos ainda muito longe de atingir.


Gravura respeitante a João Amós Coménio
Gravura respeitante a João Amós Coménio,
oferta em 1992.

 

Voltando a Max Heindel.

Em sua obra Conceito Rosacruz do Cosmo, concebida em 1908, editada no ano seguinte, como já sabemos, no Capítulo XVII escreveu:

Aqui no nosso próprio país (estava referindo-se aos E.U.A.) onde pensamos que se goza de plena liberdade, lutamos por ela, como outros povos... Vamos aprendendo que há outros meios de opressão, além das monarquias autocráticas. Falta-nos ainda atingir a liberdade industrial. Encontramos esmagados pelos monopólios e pela doida concorrência...

Desejamos ardentemente uma sociedade onde “todo o ser humano se sentará sob a sua parreira ou a sua figueira, e nada o amedrontará”.

Acaba por concluir que, apesar de tudo isto, a evolução nos conduzirá à Fraternidade Universal.

Analisando estas sábias palavras, concluímos, que Max Heindel está a defender diversos direitos do ser humano.

Começando pelo artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1998, em que devemos agir uns para os outros em espírito de fraternidade, passando pelo artigo 3º, direito à vida, à liberdade, e à segurança pessoal; até muitos outros desde os artigos 4º, 5º, 9º, 12º, 13º, 17º, 18º, 19º, etc.

Na sua obra, Perguntas e Respostas, Tomo I, no número 184, Max Heindel responde acerca da pena de morte.

A pena capital continua sendo uma mancha na nossa civilização e acaba por explicar sob o ponto de vista de um clarividente que ela em vez de ajudar a sociedade a ficar mais segura, é o invés, pois a pessoa que foi alvo desta bárbara pena, gira no plano astral com mais ódio, livre para instigar pessoas sensíveis e fracas a fim de cometerem crimes e estes assim se multiplicam. Os órgãos de comunicação social não deviam informar os crimes, na medida em que estas só produzem efeitos nefastos.

Temos alertado para estes perigos, como para os filmes, telenovelas, etc, cheios de crimes, de imagens negativas e destruidoras; só estão a aumentar todo um ambiente de criminalidade.

Urge mudar a informação para o que há de positivo em cada qual e nas Associações, etc e o mundo melhoraria em todos os campos.

 

À pergunta sobre o sufrágio feminino, estávamos nos primeiros anos do século XX e já Max Heindel respondeu:

O espírito não é macho nem fêmea, cada Ego renasce, geralmente, ora num corpo masculino, ora num feminino, pelo que o sufrágio feminino só beneficiará: as mulheres têm esse direito, aliás deve haver uma igualdade completa em todos os particulares.

E acrescenta:

O trabalho feminino deve ser tão bem pago como o masculino.

E mais à frente, afirma:

A mulher é mais idealista e imaginativa...toda a humanidade receberá um enorme benefício no dia em que houver direitos iguais entre homens e mulheres.

Só quando isso suceder realmente podemos esperar reformas que unam a Humanidade.


A rosa bela

A mulher é uma rosa entre as rosas; no caso a nossa esposa que além de um mãe excepcional; seguimos os princípios de educação comenianos e heindelianos, em que, como pai, nunca batemos nos queridos filhos, como aconselharam Coménio e Max Heindel, foi uma professora que derramou o amor, dando bons frutos que têm florido, ainda, hoje, os seus antigos alunos lhe vêm agradecer e louvar.

Sobre casamentos entre pessoas que usam corpos com cores diferentes, Max Heindel lembra que o espírito não é branco nem preto.

Embora muito mais podíamos acrescentar, desde a defesa da vida dos animais, até defesa da liberdade de opinião e de expressão que jamais devem ser limitadas, pois apenas lembramos que se houve algum ser humano que defendeu o direito à vida, esse foi Max Heindel.


Entrada do Templo de Cura, 2003

Simbologia ligada aos Signos de Leão e do Aquário, que encerram a dinâmica da vivência em Fraternidade Universal.

Todas as suas obras estão cheias de amor pela vida, especialmente pela hominal, em que não existe nenhum factor que possa conduzir a matar um ser humano.


Max Heindel e os Direitos das mulheres

 

[ Centenário ]