Vida Cíclica e Espiralada

Estações do Ano

Verão



INRI

Estas iniciais I.N.R.I. colocadas no cimo da cruz de Cristo-Jesus, no Gólgota, são as primeiras letras dos 4 Elementos da Natureza, como bem explicou Max Heindel, o arauto da Ordem Rosacruz.

Em suma: o primeiro I é a inicial da palavra hebraica IAM, (água); a segunda, N, de Nour (fogo); R, de Rach, (Ar); I, de Iabeshah, (Terra).

Isto comunica-nos que Cristo no Seu Elevadíssimo Espírito é quem nos ajuda à libertação da nossa pesada cruz da matéria.

Graças a Ele e aos Irmãos Maiores como a Outros Seres a Terra não foi reduzida a meteoritos com efeitos incomensuráveis sobre a nossa evolução.

O materialismo, o egoísmo e o orgulho dos seres humanos atingiu tão elevado grau de cristalização que, se não fosse o Seu Puro e Elevado Amor e o Seu Incomensurável Sacrifício, enormes cataclismos já teriam sucedido.

Falámos dos Elementos da Natureza conhecidos desde a Antiguidade até aos nossos dias, embora por vezes, mal entendidos, como até ridicularizados pelos senhores do orgulho intelectual.

Nos tempos em que os seres humanos receberam as crenças mitológicas, como meios de evolução, quais contos infantis, para uma Humanidade num estado também infantil, estes fizeram parte da corte dos seres do Olimpo.

Só deste modo, por meio de imagens e não só era possível a comunicação.

Nas mais diversas culturas eis os Elementos da Natureza com diversos nomes.

Na cultura greco-romana, como na céltica e noutras, surgem as Ninfas, com corpos cheios de beleza, amigas de brincar, de dançar, como de trabalhar. Também outros elementos, desde os Génios das Tempestades, dos Ventos, do Tritão até às Sereias, às Nereidas, a Aristeu, amante dos férteis campos, há toda uma corte que vive nos meios líquidos, como no ar, na terra, no fogo.

Poetas, escultores, pintores imortalizam os diversos Elementos, especialmente, com o Renascimento.

Luís de Camões, poeta rosacruciano, clarividente voluntário, imortaliza as Tágides minhas, no Canto I de Os Lusíadas, como as Ninfas do Mondego, numa maravilhosa ligação às lágrimas da linda Inês, as quais são a água da Fonte dos Amores.

No Canto VI é Vénus com a ajuda das Ninfas que ajudam os portugueses a seguir o caminho de dar novos mundos ao mundo.

Mais à frente, no Canto IX, na Ilha dos Amores, são as Ninfas que enchem de carinhos e de honras os navegadores lusitanos.


Ninfa

Uma bela ninfa

Se ao longo do ano, os Elementos da Natureza estão activos, é a partir da Primavera que cantam e dançam, com mais vigor e movimento, mais trabalham, culminando as suas grandiosas tarefas no dia da entrada do Solstício do Verão no Hemisfério Norte, continuando por toda esta Estação até à colheita dos frutos e sementes, muitos já no Outono.

Daí que outro poeta Rosacruz, Shakespeare tenha criado a sua bela obra Sonho de uma Noite de São João, em que além da festa das Maias, ligação ao mês das flores, Maio, há toda uma grandiosa actividade na noite de S. João, culto muito popular na Inglaterra, como em Portugal e noutros povos.


Quadro do pintor Joseph Noel Paton

Esboço do Quadro do pintor anglo-saxónico Joseph Noel Paton (1821-1901) sobre uma cena da obra citada em que estão evidenciados, Titânia, a Rainha das Fadas e Oberon que é o Rei dos Génios, num ambiente cheio de actividade dos Elementos da Natureza plenos de alegria.


Paracelso
e
Os Elementos da Natureza


Paracelso e a Cosmobiomedicina

Na sua Obra Tratado das Ninfas, Silfos, Gnomos, Salamandras e de Outros Seres, Paracelso dá-nos uma clara explicação destes Elementos da Natureza.

Graças à sua clarividência voluntária pode examiná-los, na sua acção, como na sua evolução, formas e composição.

Diz este Sábio: as Salamandras guardam os tesouros nas regiões ígneas, actuam nos vulcões onde podemos ouvir os seus gritos, como o barulho dos seus trabalhos. Também podemos chamá-los de Vulcanos.

Paracelso analisou a sua acção no vulcão Etna.

Os seus corpos são delgados, esbeltos.

Por sua vez, os Gnomos actuam sobre o Elemento, terra, na construção das árvores, das flores, etc, são pequenos. Têm outros nomes como Duendes, Fadas.

Quanto aos Silfos trabalham com o ar, são seres tímidos; por sua vez as Ninfas, criaturas aquáticas, também conhecidas por Ondinas, são as que mais se aproximam do ser humano.

Existem ainda os Gigantes que são criados pelos Silfos, são monstros; as Sereias são monstros engendrados pelas Ninfas. Estas sabem tocar flauta e cantam, nadando à superfície das águas, tendo aspecto feminino.


Escultura da Sereia em Copenhaga, Dinamarca
Sereia bem conhecida da cidade de Copenhaga,
Dinamarca


Uma bela fada
Uma bela fada, ser que tem inspirado numerosos poetas.
Quantos Contos de Fadas?



O Verão

Tudo está em permanente mutação.

Sucede que há períodos, ciclos, em que as mudanças são maiores.

Estamos numa fase em que as Estações do Ano estão em mutação, em parte devido à acção humana.

Vem aí o Verão e com ele a energia física atinge o seu máximo.

Urge sabê-la aplicar para bem da Humanidade e de todas as ondas de vida, incluindo dos Elementos da Natureza que temos vindo a poluir; e para glória de Deus.


Cena de uma Comédia de Shakespeare
Outro trabalho artístico, ligado à obra de Shakespeare.

Max Heindel aborda esta temática em diversas obras.

Nos Temas Rosacruzes, Volume I, no Capítulo III, A Missão de Cristo e o Festival de Fadas, ele esclarece:

Os pequenos gnomos são necessários para construir as plantas e as flores. São eles que dão as numerosas tonalidades, que deliciam os nossos olhos. São eles que cortam os cristais em todos os minerais. Sem eles não havia o ferro nem o ouro. Estão em toda a parte e trabalham mais que as abelhas. Reconhecemos o trabalho destes insectos, mas não o dos gnomos, apenas algumas pessoas a quem chamam de sonhadores.

No Solstício do Verão as actividades físicas atingem o máximo.

Max Heindel, como clarividente voluntário pode ver por si, como S. Tomé, o trabalho nessa noite, em que estes seres, os Espíritos da Natureza actuam, dançando com alegria, correm por toda a parte, cheios de alegria, porque cumpriram a sua missão de criar grãos, sementes, frutos, enfim de terem realizado o seu trabalho muito valioso para a economia da Natureza.

Nessa noite de S. João tem lugar um grandioso Festival de Fadas.

Na sua obra Os Mistérios Rosacruzes fala-nos da actividade destes seres, mas é no trabalho Os Espíritos e as Forças da Natureza que vamos encontrar mais dados.

As Salamandras encontram-se por toda a parte e não é possível deflagrar qualquer fogo sem o seu concurso. Estão em actividade debaixo da terra, ligadas ainda às explosões e às erupções vulcânicas.

Os rugidos das tempestades são os gritos dos elementos do ar, os Silfos.

Há uma luta entre as Ondinas e os Silfos na batalha dos elementos, originando tempestades, tornados, trombas marítimas, etc.

As Salamandras também actuam, provocando os relâmpagos que purificam o ar.

Quanto às Ondinas fazem com que a água volte, de novo, à Terra, enquanto os Silfos a evaporam, elevando-a até às alturas.

O Verão é o período cíclico em que a vida se manifesta mais activamente, em que se desenvolve uma maior acção no campo material, com o crescimento dos frutos, com uma vitalização em todas as ondas de vida e isso se deve em boa parte ao trabalho destes Seres sub-humanos, sob a ordem de Seres Celestiais. Este facto é descrito pelo rosacruz Shakespeare na sua obra, ligada a este Solstício.


Uma fada brincando

Uma fada, qual criança brincando por ter contribuído para o florir das rosas e de outras flores, como da vegetação que cobre a Terra com um manto da cor da esperança.


Rosengarten em Viena, Áustria, foto tirada em Julho de 1995

A Beleza de um roseiral, as cores maravilhosas das rosas, graças ao trabalho dos Gnomos, das Ninfas, do ser humano, das fadas.

Enchamos o mundo de flores, por meio de bons pensamentos, sentimentos e actos.

Graças a Cristo todo este processo é concebido e realizado.

Como mais alto Iniciado da Onda de Vida dos Arcanjos tem a Sua actividade no Sol, donde vem a fonte de energia primária, espiritual e física para a Terra e para outros planetas do nosso pequeno sistema solar.

Nesta fase, Ele sobe até ao Mundo de Espírito Divino, ao Trono do Pai.

Ao longo dos Signos de Câncer, Leo e Virgo, Ele restaura o Seu Espírito de Vida o qual interpenetra na Terra, irradiando a Sua Força vitalizadora, incomensurável.

Graças a esta Energia vital oriunda do Cristo Cósmico podemos evoluir nesta Escola que é a Terra.

Saibamos trabalhar durante esta fase de acordo com as Sábias Leis da Natureza de modo a que tenhamos boas colheitas no Equinócio do Outono.

É tempo de fomentar mais e melhor a agricultura biológica, todas as energias renováveis, não poluentes, criar imóveis em que a sua base seja de material ecológico, como os imóveis, etc.

Só assim podemos melhorar a água, o ar, a terra, e os seus Elementos agradecem e trabalharão mais e melhor.

Só assim evitaremos mais tempestades, tornados, cataclismos diversos, poluição fonte de doenças e de dores.

Semeemos boas sementes para o equilíbrio dos nossos débitos no Plano Divino, na construção dum mundo muito melhor, mais belo, mais alegre, mais saudável, mais puro, mais fraterno.

 

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