Música

Introdução

 

Mesmo o globo mais ínfimo que se contempla se move

E como um Anjo, canta.

Esta Harmonia existe também nas almas imortais,

Mas, enquanto estivermos da carne prisioneiros

Nós não podemos ouvi-La.

Shakespeare
(1564-1616)

Tradução livre de D.D.C.

 

Sabemos que o Verbo, (Palavra Criadora, Som, Música) está no Absoluto, tudo foi feito por Ele, por Sua Actividade, novas formas têm sido criadas, outras evoluem, de acordo com o plano Divino.

Ao descer num Ilimitado e Sapiente Coro Cósmico expressou-se em Vontade (Harmonia); Sabedoria (Melodia); Actividade (Ritmo).

Daí que Santo Isidoro de Sevilha tenha afirmado que: A Música é a criadora de tudo quanto existe.

Ela cria, constantemente, como destrói as formas cristalizadas.

Não é portanto, uma quimera, quando os poetas, os filósofos, os músicos, os iniciados falam e escrevem sobre a música das esferas, tal como o rosacruz Shakespeare e outros, como Beethoven, que ia nas asas do amor e da aspiração até aos diversos sóis e terras que povoam o Universo e sentia os seus sublimes sons da Harmonia da Harpa Celestial.

Daí, que desde tempos imemoriais o ser humano se dedicou à música, pela canção, pela dança, pelos instrumentos, etc. E tudo como arte sagrada, sublime, para glória dos deuses, mas também, para acompanhar no trabalho, para ajudar nas lutas guerreiras, nos hinos fúnebres, nos cânticos religiosos, etc.

A Música surge, assim, como um maná oferecido pelos Seres Divinos para que o ser humano se recorde da sua verdadeira pátria celestial, quando está preso na “nova carne”.

Como tudo evoluiu até aos dias actuais, continuar-se-á aperfeiçoando com novas formas, novas criações, rumo a uma nova e melhor civilização.

Estamos necessitando de músicas mais elevadas, embora as de um Bach, até Mozart, Wagner, Chopin, Debussy, Mahler, Rachmaninov, Verdi, R. Strauss, Vivaldi, até Xenakis, como Lopes Graça, sejam ricas, uns mais que do outros, em composições para o terceiro milénio.
Seja como for, precisamos de uma nova Música mais profunda e mais elevada, mais libertadora e mais fraterna, que una ainda mais os povos por meio desta linguagem universal, rumo à Cosmocracia.

 

Violino Rosa

 

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